Moradores cobram explicações após impasse sobre obra de alto custo em condomínio de Cuiabá
Assembleia termina sem decisão sobre projeto de R$ 173 mil e levanta dúvidas sobre custos, execução e segurança da edificação
Por Anderson Silva
22/04/2026 - 09h01
Moradores cobram explicações sobre custos altíssimo e execução de projeto em condomínio Moradores de um tradicional condomínio em Cuiabá voltaram a manifestar insatisfação após mais uma assembleia terminar sem deliberação concreta sobre a realização de obras consideradas essenciais para a segurança da edificação.
O encontro mais recente, realizado na quinta-feira (16), repetiu o cenário registrado em outubro de 2025, quando uma primeira tentativa de votação também foi encerrada sem decisão por falta de quórum. Desde então, o tema permanece indefinido, mesmo diante da urgência apontada para adequações estruturais no prédio.
No centro da discussão está um projeto técnico que prevê investimento inicial de R$ 173.770,00 apenas em mão de obra. O valor contempla R$ 88.770,00 para serviços de prevenção e combate a incêndio, R$ 40.000,00 para implantação do sistema de proteção contra descargas atmosféricas (para-raios) e R$ 45.000,00 destinados à instalação de 22 portas corta-fogo.
No entanto, o orçamento apresentado não inclui custos com materiais, taxas, obras civis, pintura, aquisição de equipamentos e outros itens necessários para a execução completa do projeto. Esses valores adicionais ficariam sob responsabilidade dos moradores, o que levanta preocupação de que o custo final da intervenção seja significativamente superior ao inicialmente informado.
Os serviços previstos abrangem uma série de adequações estruturais e de segurança, como instalação de hidrantes, sistemas de alarme, iluminação de emergência, ajustes elétricos, escavações, tubulações, sinalização obrigatória, além da implantação completa do sistema de para-raios e substituição das portas de segurança.
Outro ponto que tem gerado questionamentos entre os condôminos é a forma de pagamento proposta: 40% de entrada, 30% após 30 dias e os 30% restantes na conclusão dos serviços. O prazo estimado para execução é de 35 dias úteis, contados a partir da disponibilização dos materiais, com previsão adicional para vistoria técnica.
Apesar da apresentação detalhada dos valores, a assembleia não conseguiu avançar na aprovação de uma eventual taxa extra, mantendo o cenário de indefinição. Moradores seguem questionando a transparência, o detalhamento dos custos e os critérios adotados para execução do projeto.
Para parte dos condôminos, a falta de clareza e de consenso amplia a sensação de insegurança, tanto do ponto de vista financeiro quanto estrutural. Há preocupação com o impacto direto no orçamento das famílias e, ao mesmo tempo, com a necessidade de regularização do edifício junto aos órgãos competentes.
Sem uma deliberação efetiva até o momento, o impasse se prolonga e reforça a cobrança por mais transparência na condução do processo, além de maior engajamento dos moradores nas decisões que envolvem investimentos elevados e intervenções de grande porte.
O caso evidencia os desafios da gestão condominial diante de obras estruturais relevantes, onde a necessidade técnica precisa ser equilibrada com a capacidade financeira e o consenso entre os condôminos.

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