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Aluguel residencial registra maior alta em um ano e Nordeste lidera valorização

Avanço nos preços dos aluguéis pressiona orçamento de moradores e reforça aquecimento do mercado imobiliário em 2026

Exame.
Aluguel residencial registra maior alta em um ano e Nordeste lidera valorização Imagem ilustrativa

O mercado de aluguel residencial voltou a registrar forte alta em abril de 2026 e atingiu o maior ritmo de valorização dos últimos 12 meses, segundo dados do Índice FipeZAP de Locação Residencial. O movimento reforça o aquecimento do mercado imobiliário brasileiro e amplia a pressão financeira sobre moradores, inquilinos e condomínios em diversas regiões do país.

De acordo com o levantamento, os preços dos aluguéis avançaram 1,04% em abril, acima da alta de 0,84% registrada em março. No acumulado de 2026, os aluguéis já sobem 3,51%, enquanto a valorização em 12 meses chegou a 8,40%, praticamente o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA no mesmo período.

O estudo acompanha anúncios de imóveis em 36 cidades brasileiras e aponta uma mudança importante no mapa da valorização imobiliária nacional, com destaque para capitais nordestinas e cidades médias, que passaram a liderar os reajustes de locação em 2026.

Aracaju registrou a maior alta mensal entre as capitais monitoradas, com avanço de 3,93% em abril. Teresina aparece logo em seguida, com valorização de 2,14%. Em 12 meses, a capital sergipana acumulou impressionante alta de 17,71% nos preços de aluguel.

Outras capitais também apresentaram forte crescimento, como João Pessoa, Fortaleza, Brasília, Campo Grande e Rio de Janeiro. Recife, apesar de uma alta mais moderada em abril, segue entre as cidades com metro quadrado mais caro do Brasil para locação residencial.

Segundo especialistas do setor imobiliário, o aumento é impulsionado por fatores como inflação acumulada, valorização dos imóveis, maior demanda por locação e redução da oferta em algumas regiões estratégicas.

Além disso, imóveis maiores voltados para famílias lideraram a valorização em abril. Apartamentos com três dormitórios registraram a maior alta mensal do período, reforçando uma demanda crescente por unidades mais amplas.

O cenário também afeta diretamente condomínios residenciais e administradoras, já que o aumento no custo da moradia costuma impactar negociações de contratos, inadimplência, taxas condominiais e planejamento financeiro dos moradores.

Para investidores, o mercado continua atrativo. A rentabilidade média do aluguel residencial chegou a 6,08% ao ano em abril, com Recife liderando entre as capitais monitoradas, alcançando retorno médio de 8,55% ao ano para investidores imobiliários.

Especialistas alertam que o cenário exige atenção tanto de proprietários quanto de inquilinos, especialmente diante da continuidade da valorização dos imóveis e do aumento das despesas ligadas à habitação e à manutenção condominial em 2026.




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