Deslizamento em condomínio remove 22 moradores e mobiliza defesa civil no RS
Estrutura de residencial foi parcialmente interditada após movimentação de terra que causou risco de colapso e obrigou evacuação preventiva de famílias em Novo Hamburgo
Por Anderson Silva
18/05/2026 - 14h33
Foto: Reprodução Um deslizamento de terra registrado em um condomínio no bairro Vila Nova, em Novo Hamburgo (RS), resultou na remoção preventiva de 22 moradores e na interdição de parte da estrutura do residencial, após a identificação de risco à segurança dos edifícios.
De acordo com informações da Defesa Civil, a ocorrência foi registrada no domingo (17), durante um período de instabilidade climática, quando foram observados sinais de comprometimento estrutural na área da garagem e nas proximidades dos blocos residenciais.
Após a vistoria inicial, equipes técnicas constataram a presença de novas rachaduras em pontos do empreendimento, o que motivou a decisão de interditar dois blocos do condomínio como medida preventiva. A ação teve como objetivo evitar o agravamento da situação e preservar a integridade dos moradores.
Os residentes foram orientados a deixar temporariamente suas unidades, sendo removidos com apoio das equipes de emergência. Ao todo, 22 pessoas foram retiradas do local, sem registro de feridos.
Segundo a Defesa Civil, há indícios de que o deslizamento possa ter sido agravado por intervenções e escavações em um condomínio vizinho, que atualmente passa por obras, hipótese que ainda será analisada por técnicos responsáveis. O caso segue em investigação para apuração das causas exatas do incidente.
Além da interdição dos blocos afetados, o órgão também determinou o acompanhamento contínuo da área e a apresentação de laudos técnicos por parte dos responsáveis pelo empreendimento, com o objetivo de avaliar a estabilidade do solo e das estruturas remanescentes.
O caso acende um alerta sobre a importância da manutenção preventiva, da análise geotécnica adequada e do acompanhamento técnico constante em áreas condominiais, especialmente em regiões sujeitas a instabilidade de solo.
A Defesa Civil permanece monitorando o local e novas avaliações deverão determinar os próximos passos para a liberação ou ampliação das interdições no condomínio.


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