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Construção Civil de São Paulo anuncia greve geral a partir de 20 de maio

Paralisação foi anunciada após impasse nas negociações salariais entre sindicatos e setor patronal, podendo impactar milhares de obras na capital paulista

Rádio Peão Brasil
Construção Civil de São Paulo anuncia greve geral a partir de 20 de maio Imagem ilustrativa

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo anunciou a deflagração de uma greve geral da categoria a partir do dia 20 de maio, após impasse nas negociações da campanha salarial deste ano.

O anúncio foi feito pelo presidente do sindicato, Antônio Ramalho, conhecido como “Ramalho da Construção”, que afirmou que a paralisação ocorre diante da ausência de propostas salariais apresentadas pelo setor patronal durante as rodadas de negociação realizadas até o momento.

Segundo o dirigente sindical, representantes dos trabalhadores participaram de ao menos três reuniões com empresários e entidades patronais, incluindo a federação do setor, mas sem avanços concretos relacionados ao reajuste salarial e às reivindicações econômicas da categoria.

A greve pode impactar milhares de canteiros de obras espalhados pela capital paulista e região metropolitana, afetando empreendimentos residenciais, comerciais e projetos ligados à infraestrutura urbana. O setor da construção civil é um dos principais empregadores do país e possui forte influência sobre a cadeia imobiliária e de engenharia.

Em comunicado direcionado aos trabalhadores, Ramalho afirmou que a categoria reivindica valorização salarial e melhores condições diante do cenário econômico atual. Segundo ele, os profissionais da construção civil “merecem aumento real” após anos de pressão inflacionária e aumento do custo de vida.

A mobilização ocorre em um momento de aquecimento do mercado imobiliário e retomada gradual de obras em diferentes segmentos da construção civil, cenário que amplia a preocupação de empresas e investidores sobre possíveis atrasos em cronogramas de entrega e aumento de custos operacionais.

Especialistas do setor avaliam que uma paralisação prolongada pode gerar impactos diretos na produtividade das obras, nos contratos em andamento e até na dinâmica de fornecimento de materiais e serviços ligados à construção civil.

Até o momento, entidades patronais não haviam apresentado uma contraproposta oficial que evitasse a paralisação anunciada pelos trabalhadores. Novas negociações ainda podem ocorrer nos próximos dias para tentar impedir a greve.

O movimento sindical também vem intensificando mobilizações nas redes sociais e nos canteiros de obras, convocando trabalhadores para adesão à paralisação e reforçando as reivindicações da campanha salarial de 2026. 




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