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Homem suspeito de invadir apartamento de vizinha com lençóis é proibido de se aproximar da vítima

Justiça concedeu medida protetiva após moradora denunciar invasão em condomínio no interior de São Paulo

G1
Homem suspeito de invadir apartamento de vizinha com lençóis é proibido de se aproximar da vítima Foto: Reprodução

A Justiça determinou medidas cautelares contra o homem suspeito de invadir o apartamento de uma vizinha utilizando lençóis amarrados como corda em um condomínio de alto padrão na Zona Oeste de São José dos Campos (SP). A decisão proíbe que ele se aproxime ou mantenha qualquer tipo de contato com a vítima.

O caso aconteceu em um edifício localizado na Avenida Eduardo Cury, no bairro Jardim das Colinas, e ganhou grande repercussão após a moradora relatar que o homem teria acessado o imóvel dela pela janela do banheiro da suíte durante a madrugada, enquanto ela e o noivo dormiam.

Segundo informações divulgadas, a decisão judicial foi assinada no último dia 20 pelo juiz José Loureiro Sobrinho.

Na decisão, o magistrado afirmou que existem indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes investigados e descreveu a conduta do suspeito como um “comportamento progressivamente invasivo e audacioso”.

Além da suposta invasão ao apartamento, a vítima relatou à polícia um histórico de aproximadamente um ano de perseguições praticadas pelo investigado dentro do condomínio.

De acordo com o processo, a moradora afirmou que sofria abordagens consideradas intimidatórias em áreas comuns do residencial, além de monitoramento frequente da rotina dela e entrega de bilhetes deixados sob a porta do apartamento.

Com isso, além da investigação por violação de domicílio, o caso passou a incluir também o crime de perseguição, conhecido juridicamente como “stalking”.


Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça estão:




  • proibição de aproximação da vítima em um raio inferior a 200 metros;


  • proibição de manter contato por qualquer meio, incluindo telefone, aplicativos de mensagens e redes sociais;


  • proibição de frequentar ou acessar a residência e o local de trabalho da vítima.


O magistrado também alertou que eventual descumprimento das medidas poderá resultar na decretação de prisão preventiva do investigado.

A Justiça ainda autorizou a continuidade das investigações pela Polícia Civil por mais 30 dias. Entre as diligências solicitadas estão a coleta de imagens das câmeras de segurança do condomínio e os depoimentos do síndico e do porteiro do prédio.

Segundo o relato da vítima e do noivo, o episódio ocorreu na madrugada do dia 9 de maio. O suspeito, que morava no apartamento acima, teria utilizado lençóis amarrados como uma espécie de corda improvisada para descer até o terceiro andar.

Ainda conforme o processo, ele teria acessado o imóvel pelo basculante do banheiro da suíte, que não possuía tela de proteção. A investigação aponta que o homem teria forçado a janela para entrar no apartamento e permanecido no banheiro observando o casal dormir.

A presença do suspeito só foi percebida após os cachorros da residência começarem a latir de forma insistente durante a madrugada.

O casal afirmou que tentou impedir a fuga do homem, mas ele conseguiu escapar utilizando novamente a janela do banheiro para retornar ao apartamento vizinho.

Inicialmente, o caso foi registrado como violação de domicílio. O suspeito chegou a ser conduzido à delegacia, mas acabou liberado após assinar termo de compromisso para comparecimento à Justiça.

Na semana passada, a administração do condomínio comunicou aos moradores que o homem não reside mais no prédio e informou que o acesso dele ao residencial foi bloqueado após a devolução do imóvel.

O caso gerou forte repercussão entre moradores e reacendeu discussões sobre segurança condominial, monitoramento de comportamentos suspeitos em áreas comuns e protocolos de atuação diante de situações envolvendo perseguição e ameaça entre vizinhos.

Especialistas destacam que episódios de stalking em condomínios exigem atuação rápida da administração, comunicação imediata às autoridades e adoção de medidas preventivas para garantir a integridade física e psicológica dos moradores.




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