Mais de 400 gatos debilitados são encontrados vivendo em apartamento no Oeste de SC
Animais estavam doentes, em situação de superlotação e deverão passar por quarentena antes de serem encaminhados para adoção
Gatos são encontrados em cômodos e móveis de apartamento de Concórdia — Foto: Prefeitura de Concórdia/Divulgação Mais de 400 gatos debilitados e doentes foram encontrados vivendo em um apartamento residencial no município de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, em um caso que chocou moradores da cidade e mobilizou órgãos públicos, entidades de proteção animal e equipes veterinárias.
As imagens divulgadas pelas autoridades mostram dezenas de animais espalhados por todos os cômodos do imóvel, incluindo móveis, camas, armários e áreas de circulação do apartamento. Muitos gatos apresentavam sinais visíveis de doença, desnutrição e condições precárias de saúde.
Segundo informações divulgadas pela prefeitura do município, a situação passou a ser acompanhada oficialmente após a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre a tutora dos animais e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
De acordo com a diretora de Bem-Estar Animal, Juliana Lupatto, os gatos permanecerão inicialmente em quarentena dentro do próprio apartamento, onde receberão atendimento veterinário e acompanhamento especializado antes de serem disponibilizados para adoção responsável.
As autoridades explicaram que muitos animais apresentavam problemas graves de saúde em razão da superlotação, da reprodução descontrolada e das condições inadequadas de higiene dentro do imóvel.
“Estamos tentando ajudar para que o caso não tome maiores proporções, já que muitos gatos já morrem e tantos outros estão com grandes problemas de saúde”, afirmou Juliana Lupatto, segundo a reportagem.
Conforme relatos das autoridades locais, o problema se arrasta há mais de dez anos. A situação teria começado quando a moradora, uma aposentada, possuía inicialmente apenas um casal de gatos, que acabou se reproduzindo sem qualquer controle ao longo do tempo.
O TAC firmado prevê que os animais sejam encaminhados gradualmente para castração e, posteriormente, direcionados para ONGs e entidades de proteção animal responsáveis pelos processos de adoção.
A operação também contará com apoio técnico do curso de Medicina Veterinária do Instituto Federal Catarinense, que auxiliará no atendimento clínico, avaliação sanitária e recuperação dos animais encontrados no apartamento.
O caso reacendeu discussões sobre acumulação compulsiva de animais, saúde pública e impactos da superlotação em condomínios residenciais.
Especialistas alertam que situações envolvendo grande concentração de animais em apartamentos podem comprometer diretamente a salubridade, a segurança sanitária e o sossego dos moradores, além de gerar riscos tanto para os próprios animais quanto para a coletividade.
Juristas da área condominial explicam que, embora não exista um número máximo fixo de pets permitido por apartamento na legislação brasileira, o direito de propriedade encontra limites quando há prejuízo à higiene, saúde, segurança e convivência coletiva.
O episódio também levanta debates sobre fiscalização preventiva, acompanhamento de denúncias em condomínios e atuação conjunta entre síndicos, órgãos públicos e entidades de proteção animal em casos de possível maus-tratos e superlotação.



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