Venda de imóveis em São Paulo alcança R$ 5 bilhões e Minha Casa Minha Vida lidera mercado
Programa habitacional respondeu por cerca de 70% das vendas de imóveis novos na capital paulista e reforçou sua importância para o setor
Por Anderson Silva
03/06/2026 | Atualizado em 03/06/2026 - 14h09
Imagem ilustrativa Venda de imóveis em São Paulo alcança R$ 5 bilhões e Minha Casa Minha Vida lidera mercado
O mercado imobiliário da capital paulista manteve forte ritmo de comercialização em abril e alcançou um volume de aproximadamente R$ 4,9 bilhões em vendas de imóveis residenciais novos. Ao todo, foram negociadas 9.588 unidades no período, segundo levantamento divulgado pelo Secovi-SP. O principal destaque foi o protagonismo do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, responsável por cerca de 69% das vendas realizadas no mês.
Os dados demonstram a relevância do segmento econômico para a sustentação do mercado imobiliário em um momento marcado por juros elevados e condições de crédito mais seletivas. Somente os empreendimentos enquadrados no programa responderam por 6.572 unidades vendidas em abril, além de representarem 75% dos lançamentos realizados na cidade.
Mercado segue aquecido
Além das vendas expressivas, o levantamento apontou que a cidade registrou 11.620 novos lançamentos imobiliários durante o mês. No acumulado de 12 meses, São Paulo contabilizou mais de 141 mil unidades lançadas e cerca de 115 mil imóveis comercializados, evidenciando a força do setor na maior metrópole do país.
A expansão do Minha Casa Minha Vida tem sido favorecida por ajustes recentes promovidos pelo governo federal, incluindo a ampliação dos limites de renda e dos valores financiáveis dentro do programa, aumentando o acesso das famílias à casa própria.
Imóveis compactos continuam liderando
O perfil da demanda também chamou atenção. Os apartamentos de dois dormitórios concentraram a maior parte das vendas e dos lançamentos registrados em abril. Da mesma forma, os imóveis com área útil entre 30 e 45 metros quadrados foram os mais procurados pelos compradores.
Segundo o Secovi-SP, os imóveis com preços entre R$ 275 mil e R$ 400 mil representaram quase metade das vendas realizadas no período, reforçando o protagonismo dos empreendimentos voltados para o público que busca financiamento habitacional.
Especialistas avaliam cenário
Para representantes do setor, o avanço do Minha Casa Minha Vida não significa necessariamente uma substituição dos segmentos de média e alta renda, mas sim a criação de uma nova camada de demanda no mercado imobiliário. A expectativa é que, com uma eventual redução das taxas de juros, os demais segmentos também retomem maior participação nas vendas.
Discussões em comunidades voltadas ao mercado imobiliário apontam que muitos compradores continuam enxergando o programa habitacional como uma das principais portas de entrada para a aquisição do primeiro imóvel, especialmente devido às condições de financiamento mais acessíveis quando comparadas às linhas tradicionais de crédito.
Perspectivas para o setor
O estoque de imóveis novos disponíveis para venda em São Paulo encerrou abril em aproximadamente 85,9 mil unidades, demonstrando que o mercado segue lançando empreendimentos em ritmo acelerado para atender à demanda existente.
O resultado reforça a importância do Minha Casa Minha Vida como um dos principais pilares do mercado imobiliário brasileiro em 2026. Enquanto os segmentos de média e alta renda aguardam condições mais favoráveis de crédito, a habitação econômica continua sustentando o volume de vendas e contribuindo para o dinamismo da construção civil na capital paulista.


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