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Homem se passa por proprietário e tenta invadir apartamentos em condomínios no DF

Suspeito enganou porteiro, acionou chaveiro para abrir imóvel vazio e tentou acessar outras unidades em prédios de Ceilândia

G1
Homem se passa por proprietário e tenta invadir apartamentos em condomínios no DF Foto: Reprodução

Homem se passa por proprietário e tenta acessar apartamentos em condomínios de Ceilândia (DF)

Um caso registrado em Ceilândia, no Distrito Federal, chamou a atenção de síndicos, administradoras e profissionais da segurança condominial. Um homem é suspeito de ter se passado por proprietário para acessar prédios residenciais e tentar entrar em apartamentos sem autorização. As ações foram registradas por câmeras de monitoramento e levantaram preocupações sobre os protocolos de controle de acesso adotados pelos empreendimentos.

Segundo informações divulgadas pela imprensa local, o episódio ocorreu no dia 26 de maio. O suspeito chegou a um condomínio, identificou-se ao porteiro como morador e conseguiu acesso ao prédio. Em seguida, dirigiu-se ao sexto andar e entrou em um apartamento que estava vazio após contar com o auxílio de um chaveiro para abrir a unidade.

Porteiro foi enganado e suspeito entrou em imóvel vazio

As imagens de segurança mostram o homem chegando ao condomínio e se apresentando como morador. Após ter a entrada liberada, ele se dirigiu ao sexto andar, onde conseguiu acessar um apartamento desocupado.

Na sequência, o suspeito tentou entrar em outra unidade do prédio. Desta vez, porém, o morador estava em casa e percebeu uma movimentação incomum próximo à porta do apartamento.

Ao notar a situação, o residente acionou a portaria. O porteiro foi comunicado e conseguiu localizar o homem, retirando-o do condomínio antes que qualquer prejuízo fosse registrado.

Síndico afirma que suspeito não possui imóvel no condomínio

Segundo o síndico do prédio, Augusto Nascimento, após ser retirado do local o homem ainda entrou em contato solicitando autorização para retornar ao condomínio.

"Eu falei que teria que trazer contrato de compra e venda, algum documento qualquer que ele pudesse entrar. Caso contrário, ele não iria mais entrar", afirma Augusto Nascimento.

O síndico também esclareceu que o suspeito não possui qualquer unidade vinculada ao seu nome dentro do empreendimento.

"Tenho o documento de todo mundo aí. Ele não pertence a nada aqui dentro", declara.

Apesar da invasão ao apartamento vazio e da tentativa de acesso a outra unidade, não houve prejuízo material para nenhum morador. Por esse motivo, não foi registrado boletim de ocorrência.

Mesmo homem tentou entrar em outro condomínio da mesma quadra

O caso não ficou restrito a um único empreendimento. Rosa Maria, síndica de outro condomínio localizado na mesma quadra de Ceilândia, relatou que o mesmo homem também tentou acessar apartamentos em seu prédio.

Segundo ela, o suspeito aproveitou o momento em que um morador deixava o condomínio para tentar entrar logo em seguida.

"Ele chegou no momento que o morador ia saindo. Ele apressou o passo, ainda passou a mão no portão, tentando abrir. Só que o portão já havia fechado. O porteiro chegou e ele falou que precisava entrar, que ele era proprietário de duas unidades", afirma Rosa.

O porteiro então solicitou documentos que comprovassem a propriedade dos imóveis mencionados. No entanto, o homem não apresentou qualquer comprovação.

Diante da negativa, a entrada foi recusada e a tentativa frustrada.

Caso reforça importância dos protocolos de segurança

Embora o episódio não tenha resultado em prejuízos financeiros, especialistas destacam que o caso serve como alerta para condomínios de todo o país. A situação evidencia como criminosos ou pessoas mal-intencionadas podem tentar explorar falhas nos procedimentos de identificação para acessar áreas privadas.

Entre as principais recomendações estão a conferência rigorosa de documentos, validação prévia junto à administração, treinamento contínuo dos porteiros e utilização de sistemas eletrônicos de controle de acesso.

Atenção redobrada na gestão condominial

Para profissionais da área, o episódio demonstra que a segurança condominial depende não apenas de equipamentos tecnológicos, mas também do cumprimento rigoroso de protocolos operacionais.

A exigência de comprovação documental para proprietários, visitantes e prestadores de serviço continua sendo uma das medidas mais eficazes para evitar acessos indevidos. O caso registrado em Ceilândia mostra que a atuação atenta dos porteiros e a rápida comunicação entre moradores e administração foram fundamentais para impedir que a situação tivesse consequências mais graves.

O episódio reforça a necessidade de condomínios manterem processos claros de identificação e controle de acesso, reduzindo riscos e garantindo maior proteção para moradores, funcionários e patrimônio.




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