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Vidros de prédio cedem durante vendaval e caem sobre calçada no Centro do Rio

Rajadas de vento quebraram janelas de um edifício próximo ao Terminal Menezes Côrtes; pedestres escaparam por pouco e o caso reforça alerta sobre manutenção predial

O Globo
Vidros de prédio cedem durante vendaval e caem sobre calçada no Centro do Rio Foto: Reprodução

Vidros de prédio cedem durante vendaval e caem sobre calçada no Centro do Rio

O forte vendaval que atingiu o Rio de Janeiro na última quarta-feira (29) provocou momentos de tensão no Centro da capital. Vidros de janelas de um edifício localizado nas proximidades do Terminal Menezes Côrtes não resistiram à força das rajadas de vento e despencaram sobre a calçada, colocando pedestres em risco.

Um dos atingidos foi o assessor de comunicação Gustavo Siqueira, de 21 anos. Pouco antes do fim do expediente, ele deixou o trabalho em busca de um local para imprimir alguns documentos, após a impressora do escritório apresentar problemas. No entanto, uma queda de energia interrompeu o serviço e ele decidiu retornar ao trabalho. Foi nesse momento que o acidente aconteceu.

Sem qualquer aviso, os vidros de um prédio próximo ao terminal se desprenderam com a força do vento e atingiram a área por onde Gustavo passava. Graças ao reflexo rápido, ele conseguiu evitar ferimentos mais graves, sofrendo apenas cortes no braço direito.


"Eu corri para baixo de uma marquise e fiquei esperando. As bancas dos vendedores ambulantes ficaram lotadas de cacos de vidro, assim como a calçada. Eram pedaços grandes. O pedaço de vidro que estourou na minha frente foi relativamente grande, com uns 40 centímetros", relatou.


Após o incidente, Gustavo fez a limpeza dos ferimentos com água e sabão, utilizou álcool para desinfecção e colocou um curativo no corte mais profundo. Apesar do susto, ele não precisou de atendimento hospitalar.

O assessor trabalha há cerca de dois anos no Centro do Rio e afirmou nunca ter presenciado uma ventania com tamanha intensidade na região. Segundo ele, a mudança nas condições climáticas ocorreu de forma repentina.


"Eu estava no escritório, e uns 10 minutos antes, a mãe de uma colega de trabalho mandou mensagem falando que estava ventando muito no Valqueire, e vimos também em Campo Grande. Pensamos que era só naquela região e que não chegaria aqui. De repente começou a ficar muito vento", contou.


Para conseguir retornar para casa, em Jacarepaguá, Gustavo precisou aguardar a redução do caos causado pelo temporal. Mesmo assim, optou por utilizar um carro de aplicativo devido aos transtornos no trânsito e no transporte público.

A ventania também afetou colegas de trabalho que dependiam do sistema ferroviário. Alguns deles só conseguiram embarcar na estação Central do Brasil por volta das 22h, com destino aos bairros de Bangu, Campo Grande e ao município de Nova Iguaçu.

O episódio ocorreu durante o temporal que atingiu a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde rajadas de vento ultrapassaram os 100 km/h em alguns pontos, provocando diversos estragos, como quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia, destelhamentos e danos em edificações.

O caso reforça o alerta para a importância da manutenção preventiva de fachadas, esquadrias e janelas em edifícios. Em condomínios, inspeções periódicas e ações preventivas são fundamentais para reduzir riscos e preservar a segurança de moradores, trabalhadores e pedestres, especialmente diante da ocorrência de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.




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