Síndica do Edifício Chopin revela rotina intensa à frente de três prédios no Rio
Marina Felfeli administra complexo com 66 apartamentos e relata demandas que vão de conflitos entre moradores a obras de modernização
Por Karine Pereira
17/08/2026 | Atualizado em 17/08/2026 - 11h53
Reprodução Síndica do Edifício Chopin revela rotina intensa à frente de três prédios no Rio
A rotina de um síndico pode envolver muito mais do que questões administrativas, financeiras e de manutenção. No Edifício Chopin, no Rio de Janeiro, a síndica Marina Felfeli relata uma rotina marcada por demandas dos moradores, conflitos pessoais e situações que exigem disponibilidade praticamente constante.
Marina é responsável pela comunicação com os moradores de três prédios que formam o complexo residencial: o Chopin, o Balada e o Prelúdio. Juntos, os edifícios reúnem 66 apartamentos.
Segundo a síndica, os contatos dos moradores podem acontecer desde as primeiras horas da manhã até depois da meia-noite. Ela relata que recebe ligações relacionadas a diferentes tipos de situações, incluindo conflitos entre casais e questões pessoais.
De forma bem-humorada, Marina afirma que, se montasse uma clínica psiquiátrica em casa, estaria milionária. A declaração evidencia o nível de proximidade que pode existir entre síndico e moradores em determinados condomínios.
A gestão também envolve questões relacionadas à manutenção e modernização da estrutura dos edifícios. Uma obra teve início no dia 4 de agosto, sob responsabilidade da arquiteta Joy Garrido, contemplando inicialmente as portarias e áreas internas dos prédios.
Entre as melhorias previstas estão intervenções nas portarias, que, segundo a publicação, ainda não possuíam ar-condicionado. Outras áreas também estão previstas para receber intervenções posteriormente.
A parte elétrica, os corredores, o jardim e a garagem devem ser contemplados no início do próximo ano, de acordo com a síndica.
O caso mostra como a administração de um condomínio pode envolver diferentes frentes simultaneamente. Além do controle financeiro e das questões burocráticas, o síndico precisa acompanhar obras, manutenção, relacionamento com moradores e funcionamento das áreas comuns.
A experiência também evidencia a importância da comunicação na gestão condominial. Em empreendimentos com muitos moradores, conflitos e demandas podem surgir diariamente, exigindo equilíbrio, organização e capacidade de negociação por parte da administração.
A atuação do síndico, portanto, ultrapassa a simples execução de tarefas administrativas. Cabe ao gestor acompanhar as necessidades do empreendimento, buscar soluções para problemas estruturais e manter uma comunicação adequada com os moradores.
No caso do complexo formado pelo Chopin, Balada e Prelúdio, a rotina relatada pela síndica demonstra os desafios de administrar um patrimônio coletivo com diferentes interesses e necessidades.
A experiência reforça que uma gestão condominial eficiente depende de planejamento, organização, comunicação e acompanhamento permanente das demandas do condomínio.


COMENTÁRIOS