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Mercado de imóveis de alto padrão cresce 10,3% em São Paulo no primeiro semestre

Segmento movimentou R$ 7,78 bilhões e registrou 1.210 transações de imóveis residenciais prontos acima de R$ 3 milhões

FORBES
Mercado de imóveis de alto padrão cresce 10,3% em São Paulo no primeiro semestre Reprodução

Mercado de imóveis de alto padrão cresce 10,3% em São Paulo no primeiro semestre

O mercado de imóveis residenciais de alto padrão apresentou crescimento em São Paulo no primeiro semestre de 2026. Levantamento da proptech Pilar, elaborado com base em guias de ITBI da Prefeitura de São Paulo e divulgado pela Forbes Brasil, aponta que os imóveis residenciais prontos com valor superior a R$ 3 milhões movimentaram R$ 7,78 bilhões entre janeiro e junho.

O resultado representa alta de 10,3% em relação aos R$ movimentados no mesmo período de 2025. Considerando a inflação de 4,64% medida pelo IPCA, o crescimento real do segmento foi de 5,6%.

O número de transações também aumentou. Foram registradas 1.210 negociações no primeiro semestre de 2026, contra 1.174 no mesmo período do ano anterior, avanço de 3,1%.

O desempenho do alto padrão ficou acima do mercado geral de imóveis residenciais prontos. No mesmo intervalo, o mercado total apresentou crescimento de 4,1% em valor, abaixo da inflação registrada no período.

Ticket médio contribuiu para o crescimento

O levantamento mostra que o aumento do valor movimentado foi impulsionado principalmente pela elevação do valor das transações.

Segundo os dados, 68% do crescimento do volume financeiro veio do aumento dos tickets dos negócios, enquanto outros 30% foram resultado do crescimento do número de transações realizadas.

O ticket médio passou de R$ 6,01 milhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 6,43 milhões em 2026. A alta nominal foi de 7%, enquanto o crescimento real ficou em 2,3%.

O estudo considera exclusivamente imóveis residenciais prontos, já individualizados e negociados no mercado de revenda. A evolução real dos valores foi calculada com base no IPCA.

Vila Nova Conceição lidera ranking

A Vila Nova Conceição foi o bairro que mais movimentou recursos com imóveis acima de R$ 3 milhões no primeiro semestre de 2026.

Foram R$ 853 milhões negociados em 119 transações. Na comparação com o primeiro semestre de 2025, o valor movimentado cresceu 46,6%, enquanto o número de negócios avançou 50,6%.

Apesar do forte desempenho, o ticket mediano dos imóveis negociados no bairro caiu 5,1%, passando para R$ 5,45 milhões. O resultado indica que o crescimento foi puxado principalmente pelo aumento do volume de vendas.

O bairro também se destaca pela concentração de empreendimentos residenciais de alto padrão, característica que contribui para sua posição entre as regiões mais valorizadas da capital paulista.

Itaim Bibi aparece na segunda posição

O Itaim Bibi ocupou a segunda posição no ranking, com R$ 674 milhões movimentados em 70 negócios.

O número de transações ficou próximo do registrado no primeiro semestre de 2025, quando foram realizadas 72 operações. Entretanto, o ticket mediano apresentou forte crescimento, passando de R$ 4,60 milhões para R$ 5,75 milhões.

A elevação foi de 24,9% no ticket mediano, enquanto o valor total transacionado aumentou 21,6%.

O resultado mostra como a valorização do preço dos imóveis negociados pode exercer papel relevante no desempenho financeiro do mercado de alto padrão.

Jardim América, Jardim Paulista e Jardim Europa completam o ranking

Na sequência dos bairros com maior volume financeiro aparecem Jardim América, Jardim Paulista e Jardim Europa.

O Jardim América movimentou R$ 562 milhões em 20 negócios. Já o Jardim Paulista registrou R$ 516 milhões em 93 transações.

O Jardim Europa completou as cinco primeiras posições, com R$ 453 milhões movimentados em 39 negócios.

Os dados evidenciam a concentração do mercado de alto padrão em regiões tradicionalmente associadas a imóveis de maior valor na capital paulista.

Mercado de luxo cresce acima da média

O desempenho dos imóveis residenciais acima de R$ 3 milhões revela uma dinâmica diferente daquela observada no mercado geral.

Enquanto o mercado total de imóveis residenciais prontos avançou 4,1% em valor no primeiro semestre, o segmento de alto padrão registrou crescimento de 10,3%.

A diferença demonstra que os imóveis de maior valor apresentaram uma trajetória de crescimento financeiro mais acelerada no período analisado.

Além do aumento no número de transações, a elevação do ticket contribuiu significativamente para o resultado.

Desempenho da Pilar também avança

O estudo divulgado pela Forbes também apresenta o desempenho da própria Pilar, que movimentou R$ 2,03 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) no primeiro semestre de 2026.

O resultado representa crescimento de 50,2% em relação aos R$ 1,35 bilhão registrados no mesmo período de 2025.

Os números reforçam o movimento de expansão observado no segmento de imóveis de maior valor e mostram a relevância crescente desse mercado na dinâmica imobiliária da capital paulista.

Impactos para o mercado imobiliário

O crescimento do segmento de alto padrão possui reflexos que ultrapassam o momento da venda dos imóveis.

A valorização e a movimentação de empreendimentos residenciais de maior valor também influenciam o mercado de gestão patrimonial, administração condominial, serviços especializados, manutenção, segurança e infraestrutura.

Condomínios de alto padrão costumam apresentar estruturas mais complexas e uma demanda elevada por serviços especializados, o que amplia a importância de uma gestão profissional e eficiente.

Para administradoras, síndicos e fornecedores, acompanhar a expansão desse mercado permite identificar mudanças no perfil dos empreendimentos e nas expectativas dos proprietários.

São Paulo mantém protagonismo no segmento

Os dados do primeiro semestre de 2026 reforçam a posição de São Paulo como um dos principais mercados imobiliários do país, especialmente no segmento de imóveis residenciais de alto padrão.

A combinação entre volume de negócios e elevação dos valores negociados demonstra que o setor mantém capacidade de movimentar grandes volumes financeiros mesmo diante de um ambiente econômico que exige atenção aos custos e às condições de crédito.

Com R$ 7,78 bilhões movimentados em apenas seis meses e mais de 1,2 mil transações realizadas, o mercado de imóveis acima de R$ 3 milhões encerrou a primeira metade de 2026 em trajetória de crescimento.

Os resultados dos principais bairros também mostram que volume de vendas e valorização dos imóveis podem atuar de maneiras diferentes na formação do desempenho de cada região, criando cenários distintos dentro do próprio mercado de alto padrão.




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