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Terremoto de magnitude 7,2 no Peru deixa três feridos e danifica cerca de 30 prédios públicos

Abalo atingiu a região de Ayacucho, no sul do país, e provocou danos em escolas, unidades de saúde e outros imóveis públicos

UOL
Terremoto de magnitude 7,2 no Peru deixa três feridos e danifica cerca de 30 prédios públicos Reprodução

Terremoto de magnitude 7,2 no Peru deixa três feridos e danifica cerca de 30 prédios públicos

Um terremoto de magnitude 7,2 atingiu a região de Ayacucho, no sul do Peru, na quinta-feira (20), deixando pelo menos três pessoas feridas e provocando danos em dezenas de edificações. O tremor teve epicentro a aproximadamente 35 quilômetros ao norte de Coracora, na província de Parinacochas, segundo o Instituto Geofísico do Peru (IGP).

O abalo ocorreu a uma profundidade de cerca de 108 quilômetros. O tremor foi sentido em diversas regiões do país, incluindo Arequipa, Ica, Apurímac, Cusco e Lima. A profundidade do evento contribuiu para limitar os efeitos mais graves, apesar da magnitude elevada.

Prédios públicos foram danificados

As autoridades peruanas identificaram danos em aproximadamente 30 prédios públicos. Entre as estruturas afetadas estão escolas e unidades de saúde, além de imóveis residenciais em diferentes localidades.

Dados divulgados pelas autoridades apontaram danos em 22 residências, seis escolas e 12 unidades de saúde. Em algumas áreas, houve necessidade de avaliar as condições das estruturas antes da retomada normal das atividades.

O balanço demonstra como eventos sísmicos podem afetar diferentes tipos de edificações simultaneamente, especialmente estruturas localizadas próximas ao epicentro.

Três pessoas ficaram feridas

Pelo menos três pessoas tiveram ferimentos leves relacionados ao terremoto. Não houve registro de mortes no balanço divulgado pelas autoridades.

Parte dos ferimentos ocorreu durante a movimentação de pessoas que deixaram os imóveis após perceberem o tremor. O episódio também levou moradores de diferentes cidades a evacuarem prédios por precaução.

Abalo foi sentido em várias regiões

Apesar de o epicentro estar localizado em Ayacucho, o terremoto foi percebido em uma área extensa do território peruano.

Moradores de regiões como Arequipa, Ica, Apurímac, Cusco e Lima relataram o tremor. A intensidade percebida variou conforme a distância e as características geológicas de cada localidade.

O Peru está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma região marcada por intensa atividade tectônica e onde ocorrem numerosos terremotos e atividades vulcânicas.

Profundidade ajudou a reduzir impactos

Especialistas destacaram que a profundidade do terremoto foi um fator importante para explicar por que um evento de magnitude tão elevada não provocou um número maior de vítimas e danos.

O IGP calculou a profundidade em 108 quilômetros, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apresentou estimativas diferentes para magnitude e profundidade.

Quanto mais próximo da superfície ocorre um terremoto de grande magnitude, em geral, maior pode ser seu potencial de causar danos diretamente nas edificações localizadas na área atingida. A profundidade, entretanto, não elimina os riscos.

Segurança estrutural ganha destaque

O episódio chama atenção para a importância da engenharia estrutural e da manutenção preventiva em regiões sujeitas a terremotos.

Edificações precisam ser projetadas de acordo com as características sísmicas da região e receber manutenção adequada ao longo de sua vida útil.

Em prédios já existentes, inspeções periódicas podem ajudar a identificar fissuras, deformações, deterioração de elementos estruturais e outras condições que mereçam avaliação de profissionais habilitados.

Para condomínios, a manutenção preventiva é especialmente importante porque eventuais problemas estruturais podem atingir simultaneamente grande quantidade de moradores.

Após um terremoto, inspeção é fundamental

Depois de um abalo significativo, moradores e responsáveis pelos imóveis devem observar possíveis sinais de danos antes de retornar normalmente às áreas afetadas.

Fissuras novas, deslocamentos, danos em pilares e vigas, deformações, problemas em fachadas e alterações em portas ou janelas podem indicar a necessidade de uma avaliação técnica especializada.

A identificação visual de um problema, entretanto, não é suficiente para determinar se uma estrutura está segura. A análise deve ser feita por profissional habilitado, principalmente quando houver suspeita de comprometimento estrutural.

Condomínios precisam ter planos de emergência

Embora o Brasil tenha risco sísmico significativamente menor que países como Peru, Chile e Japão, o episódio reforça uma lição importante para qualquer empreendimento: planos de emergência e procedimentos de evacuação devem ser conhecidos pelos ocupantes.

Em condomínios, a administração pode estabelecer previamente rotas de fuga, pontos de encontro, procedimentos de comunicação e responsabilidades dos funcionários.

Treinamentos periódicos também podem reduzir o risco de pânico durante situações emergenciais.

Prevenção reduz riscos

O terremoto no Peru demonstra que a segurança de uma edificação depende não apenas da qualidade da construção, mas também de manutenção, inspeção e preparação para situações de emergência.

Para síndicos e gestores prediais, manter documentos técnicos atualizados, acompanhar as condições das estruturas e contar com profissionais especializados quando forem identificados problemas são medidas fundamentais.

Em situações de emergência, a prioridade deve ser sempre preservar a integridade das pessoas e seguir as orientações das autoridades locais.

O terremoto de magnitude 7,2 deixou danos materiais e feridos, mas também reforçou a importância de investir continuamente em segurança estrutural e prevenção de riscos em edificações.




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