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Portaria terceirizada dispara em 2025 e se consolida como estratégia de segurança e economia em condomínios

Com invasões em alta e pressão por redução de custos, condomínios e empresas ampliam contratação de portaria terceirizada e tecnologias de controle de acesso, com economia de até 30%.

Jornal do Brás
Portaria terceirizada dispara em 2025 e se consolida como estratégia de segurança e economia em condomínios Imagem ilustrativa

À medida que 2025 chega ao fim, a portaria terceirizada se consolida como uma das principais estratégias adotadas por empresas e condomínios brasileiros para reduzir gastos e reforçar a segurança patrimonial. Com a combinação de aumento das invasões e alta pressão sobre a folha de pagamento, gestores têm migrado para modelos mais tecnológicos e economicamente eficientes. Segundo dados setoriais, a contratação desse tipo de serviço cresceu entre 20% e 25% ao longo do ano, com condomínios relatando economia operacional superior a 30% em comparação às estruturas próprias.

O movimento é impulsionado por um cenário crítico. Somente nos primeiros meses de 2025, quase 500 condomínios foram alvo de furtos ou roubos na cidade de São Paulo, levando síndicos e administradoras a reavaliar seus protocolos de acesso. A Secretaria de Segurança Pública também registrou 1.429 casos de roubo em condomínios no primeiro semestre, reforçando a urgência de mecanismos mais rigorosos de controle de visitantes, prestadores de serviço e circulação interna.

Em regiões corporativas, como Alphaville, a discussão já extrapola a esfera operacional. Para Renan Rodrigues, CEO da Murin Sects, especializada em portaria na região, o tema entrou definitivamente no campo estratégico.

“Hoje, a decisão sobre portaria terceirizada envolve orçamento, risco, reputação e continuidade do negócio. A portaria deixou de ser apenas um posto de trabalho e passou a ser parte da governança”, afirma.

O avanço tecnológico desempenha papel determinante nessa transformação. Relatórios publicados em 2025 destacam o crescimento de soluções como portaria remota, biometria, aplicativos de gestão de visitantes e integrações completas entre câmeras, alarmes e softwares de registro de acesso. A convergência entre segurança terceirizada e inteligência digital tem reduzido erros humanos, padronizado procedimentos e fornecido dados para auditorias e análises de incidentes.

Do ponto de vista econômico, o modelo se tornou ainda mais atrativo. Pesquisas mostram que 78% das empresas brasileiras planejam ampliar investimentos em segurança eletrônica a partir de 2025, substituindo estruturas internas descentralizadas por contratos de portaria terceirizada com escopo mais amplo. A revisão das Normas Regulamentadoras também aumenta a pressão sobre quem mantém equipes próprias, exigindo qualificação, documentação e gestão de riscos mais robustas.

Apesar do crescimento, especialistas alertam que apenas contratar portaria terceirizada não resolve todos os problemas. Grande parte das invasões registradas em 2025 está relacionada à falta de preparo dos profissionais na ponta e à ausência de protocolos claros. Erros como liberações indevidas de visitantes, falhas em conferência de entregas e liberação automática de prestadores ainda são recorrentes. Administradoras, síndicos e gestores corporativos passaram a exigir processos de seleção mais rigorosos, treinamentos contínuos e auditorias permanentes nos contratos firmados.

Nos grandes centros, especialmente em Alphaville, a segurança tende a se integrar a outras áreas da gestão. Relatórios indicam que seis em cada dez novos condomínios já nascem contratando portaria terceirizada ainda na fase de implantação. Empreendimentos que combinam presença física com monitoramento remoto têm alcançado até 30% de redução nos custos totais de portaria e vigilância, sem perda de eficiência.

Com a chegada de 2026 e a perspectiva de mais tecnologia, maior cobrança por eficiência e riscos cada vez mais complexos, a avaliação de diretores e conselhos é de que a segurança para condomínios deve ser tratada como investimento estratégico. Em um ambiente onde as estatísticas de criminalidade ainda preocupam, mas com quedas pontuais em determinados índices, a portaria terceirizada segue no centro das discussões sobre governança, competitividade e proteção de ativos no país.




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