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Incêndio destrói apartamento em Águas Claras minutos após moradora sair do imóvel

Fogo atingiu unidade residencial no nono andar de prédio misto no DF e mobilizou bombeiros, evacuação e moradores

Metrópoles
Incêndio destrói apartamento em Águas Claras minutos após moradora sair do imóvel Foto: Reprodução

Um incêndio destruiu um apartamento localizado no nono andar do Residencial Michigan, em Águas Claras, no Distrito Federal, na tarde da última quarta-feira (27). O caso chamou atenção pela rapidez com que as chamas se espalharam e pelo relato da moradora, que afirmou ter deixado o imóvel cerca de 20 minutos antes do início do fogo.

Segundo informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o incêndio ocorreu em uma unidade residencial de um prédio misto, que reúne apartamentos e áreas comerciais na Rua 4 Norte. As equipes foram acionadas por volta do meio-dia e mobilizaram uma grande operação para conter as chamas.

A moradora do apartamento, Andrea Lima, de 60 anos, relatou ao portal Metrópoles que havia descido rapidamente para visitar a filha, que mora no terceiro andar do mesmo edifício, quando percebeu a movimentação causada pela fumaça no prédio. Segundo ela, um smartwatch e um carregador portátil haviam ficado conectados à energia no momento em que saiu do imóvel.

De acordo com os bombeiros, o apartamento ficou completamente destruído pelas chamas. O major Zanelli, do CBMDF, informou que o fogo atingiu praticamente toda a unidade, principalmente um dos quartos, enquanto a fumaça se espalhou para outros apartamentos do edifício.

Durante a ocorrência, os andares nono, décimo e décimo primeiro precisaram ser evacuados por medida de segurança. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram fumaça intensa saindo do prédio e fuligem atingindo apartamentos vizinhos.

Ao todo, 11 viaturas, dois helicópteros e 31 militares participaram da operação de combate ao incêndio. Segundo o Corpo de Bombeiros, o rápido atendimento evitou que as chamas atingissem outras unidades residenciais do condomínio.

Apesar de não haver vítimas humanas graves, a moradora lamentou a morte da gata de estimação chamada Luli, de 9 anos, que não conseguiu escapar do incêndio. Em entrevista, Andrea afirmou que a animal havia sido adotada após sofrer maus-tratos e era sua principal companhia dentro do apartamento.

As causas do incêndio ainda serão investigadas por meio de perícia técnica. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o que provocou o fogo.

O episódio reacende debates sobre prevenção de incêndios em condomínios residenciais, especialmente em relação ao uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada sem supervisão. Especialistas em segurança condominial alertam para a importância de manutenção preventiva das instalações elétricas, inspeções periódicas, sinalização de emergência e treinamento de evacuação em edifícios residenciais.

A ocorrência também reforça o papel estratégico dos síndicos, brigadas internas e sistemas de segurança no gerenciamento de situações emergenciais em condomínios, principalmente em prédios de grande circulação e ocupação vertical.




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