Curitiba aprova novas regras para transporte de pets em elevadores de condomínios
Lei municipal exige placas informativas e estabelece normas para circulação de animais em elevadores residenciais e comerciais
Imagem ilustrativa Atenção, tutores: Curitiba aprova novas regras para o transporte de pets em elevadores
Lei municipal exige que condomínios afixem placas informativas com normas de segurança; prédios têm 90 dias para se adaptar.
A rotina de quem mora em apartamento e tem animais de estimação na capital paranaense vai passar por algumas adequações. Um novo projeto de lei aprovado em Curitiba estabelece regras claras para a circulação de pets em elevadores de edifícios residenciais, comerciais, públicos e privados.
Embora a lei tenha um prazo de 90 dias para entrar totalmente em vigor, muitos condomínios já estão se antecipando e implementando as mudanças para garantir a segurança e a boa convivência entre os moradores.
O que muda na prática?
A principal exigência da nova legislação é a obrigatoriedade da afixação de uma placa informativa no interior dos elevadores. Este aviso deve conter as recomendações e regras de como os tutores devem conduzir seus animais.
De acordo com o texto da lei, as principais regras que devem constar no aviso são:
Controle total: O animal nunca deve estar solto. O tutor deve mantê-lo sob controle durante todo o trajeto.
Proximidade: O pet deve ser mantido próximo ao corpo do condutor.
Uso de guia: É obrigatório o uso de coleira ou guia curta e resistente (com no máximo 2 metros de comprimento). O uso exclusivo de peitoral é vedado para cães maiores.
Focinheira: Uso obrigatório para raças específicas ou cães de grande porte.
Regras por Porte e Raça do Animal
Para facilitar o entendimento, veja como a lei se aplica dependendo do perfil do seu cão:
| Perfil do Cão | Regras de Transporte no Elevador |
| Pequeno porte / Dóceis | Uso de guia curta, mantido próximo ao tutor. Pode ser levado no colo. Focinheira não é exigida. |
| Mais de 20 kg | Uso de guia curta e resistente (máx. 2 metros). Uso obrigatório de focinheira. Proibido uso exclusivo de peitoral. |
| Raças com "alto potencial de dano" | Uso obrigatório de focinheira, independente do peso. Guia curta e resistente. |
Atenção às Raças: A lei municipal considera com "alto potencial de danos" raças como: American Bully, Dobermann, Bull Terrier, Cane Corso, Chow-chow, Dogo Alemão, Pastor Alemão, Pastor Belga, Rottweiler, entre outras derivadas.
Condomínios já iniciam a adaptação
Para evitar conflitos e multas, síndicos já estão orientando os moradores. Illeyne Monteiro, síndica de um prédio em Curitiba, conta que agiu rápido assim que foi orientada pelo setor jurídico.
"Nós prezamos muito pela comunicação. Já colocamos as plaquinhas provisórias em cada elevador para que não só os moradores, mas também visitantes e pessoas de locação temporária saibam como lidar e agir com o seu pet para a maior segurança de todos", explica a síndica.
Bom senso e respeito aos vizinhos
Mesmo para os cães que não se enquadram nas regras mais rígidas, o bom senso continua sendo a melhor ferramenta. O morador Marcelo Amaral, tutor da Aurora, uma cadela da raça Husky Siberiano de 6 anos, já adota uma rotina de cuidados.
Como a Husky pesa menos de 20 kg e não está na lista de raças perigosas, o uso de focinheira não é obrigatório. Contudo, Marcelo mantém um protocolo rigoroso:
"Eu sempre utilizo o elevador de serviço, vou para o fundo do elevador e encurto a guia para manter uma distância em relação à porta", relata.
Ele destaca que essa postura gera empatia com os vizinhos. "Eles percebem que estou tomando cuidado. Como estou com a guia curta e a cadela controlada, ela não oferece nenhum tipo de perigo", conclui Marcelo, lembrando que o adestramento do animal também faz toda a diferença para a convivência em condomínio.



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