Construção civil projeta retomada mais forte em 2026 com impulso de financiamentos e crédito

Setor, que enfrentou desaceleração em 2025, deve reagir no próximo ano com apoio de crédito imobiliário, SFH e programas de habitação popular

A Tribuna
Construção civil projeta retomada mais forte em 2026 com impulso de financiamentos e crédito Foto: Reprodução

O setor da construção civil brasileiro, após enfrentar uma fase de desaceleração em 2025, projeta uma retomada mais forte em 2026, com sinais de reação em diferentes segmentos da economia imobiliária e da engenharia de obras. Conforme análises econômicas e projeções de entidades especializadas, o próximo ano deve marcar um ciclo de crescimento mais robusto para o setor, impulsionado por fatores estruturais e por melhorias no ambiente de crédito e financiamento imobiliário. 

Segundo o Relatório de Economia Brasileira 2025-2026, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a construção civil deve registrar expansão de cerca de 2,5% em 2026, apesar das pressões sobre a economia geral decorrentes de juros elevados e demanda interna ainda fraca. O avanço do setor acima da média também reflete o impacto positivo das políticas de crédito e incentivos voltados ao segmento imobiliário. 

Entre os principais fatores que devem sustentar essa aceleração está o novo modelo de crédito imobiliário, que amplia o acesso ao financiamento por meio do aumento do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e de linhas específicas voltadas à habitação de interesse social e de mercado popular. Esses mecanismos tendem a estimular tanto a compra de imóveis quanto obras de reforma e construção residencial, contribuindo para a maior circulação de recursos no setor.

A expectativa de retomada mais vigorosa na construção civil também se apoia na perspectiva de queda gradual da taxa de juros ao longo de 2026. Analistas econômicos avaliam que uma redução dos custos de crédito pode acelerar a demanda por imóveis e serviços correlatos, beneficiando construtoras, incorporadoras e toda cadeia produtiva ligada ao segmento. 

Apesar das projeções otimistas, especialistas ressaltam que o crescimento do setor não será homogêneo e dependerá da sustentabilidade dos indicadores macroeconômicos, como inflação e emprego, além da continuidade de políticas públicas de fomento ao crédito imobiliário. A experiência de 2025 mostrou que o desempenho da construção depende estreitamente da capacidade dos consumidores e investidores em acessar recursos de forma mais acessível e previsível. 

Para síndicos, administradores e profissionais do mercado imobiliário e de engenharia, as perspectivas para 2026 indicam que obras novas, reformas e investimentos em infraestrutura residencial poderão ganhar força, abrindo espaço para maior movimentação de mão de obra qualificada e para uma retomada mais consistente do crescimento econômico no contexto pós-pandemia e pós-ciclo de juros elevados. 

O retorno mais forte do setor da construção civil em 2026, portanto, traz não apenas expectativas positivas para o mercado imobiliário, mas também para a economia como um todo, destacando a importância de políticas de crédito, incentivos habitacionais e planejamento estratégico para enfrentar os desafios e capturar as oportunidades emergentes.




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