Mulher é presa após confessar ter matado a mãe em apartamento de João Pessoa

Suspeita se entregou à polícia após crime com golpes de faca em apartamento no bairro Jardim Veneza; corpo foi encontrado envolto em panos e investigação prossegue na Paraíba

Jornal da Paraíba
Mulher é presa após confessar ter matado a mãe em apartamento de João Pessoa Foto: Reprodução

Uma mulher de 32 anos foi presa após confessar que matou a própria mãe dentro de um apartamento localizado no bairro Jardim Veneza, em João Pessoa, na Paraíba. A suspeita se entregou espontaneamente na cidade de Lagoa de Dentro, no Brejo paraibano, e foi posteriormente encaminhada à Delegacia de Polícia Civil em Mamanguape, que responde pela investigação do caso criminoso.

Conforme informações da Polícia Militar, a ocorrência foi registrada no final da tarde de quinta-feira (29), depois que a mulher se apresentou às autoridades e assumiu a autoria do homicídio, ocorrido no interior do imóvel onde morava com a mãe. O crime teria sido motivado por uma discussão entre as duas, momento em que a suspeita desferiu golpes de faca contra a mãe — de aproximadamente 77 anos — dentro do apartamento familiar.

Testemunhas que relataram o caso às autoridades policiais mencionaram sinais de desordem no local do crime: móveis e objetos estavam revirados no interior do apartamento, o que pode indicar luta corporal ou momento de agressividade prévia. O corpo da idosa foi encontrado envolto em panos e almofadas, o que levou equipes do Instituto de Polícia Científica (IPC) a serem acionadas para realização da perícia técnica no local.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para permitir o acesso dos policiais ao apartamento, contribuindo com a entrada da equipe no imóvel para coleta de provas e resguardo da cena do crime. Autoridades ainda não divulgaram oficialmente a identidade da vítima nem detalhes adicionais sobre a motivação da discussão que antecedeu o homicídio.

Especialistas em segurança residencial e convivência familiar em ambiente condominial lembram que conflitos domésticos podem ocorrer em qualquer contexto, mas destacam a necessidade de mecanismos de prevenção à violência e atenção a sinais de desordem ou comportamento agressivo entre moradores. A presença de protocolos de segurança, atendimento rápido de vizinhos e intervenção de serviços sociais pode ser determinante na prevenção de tragédias como essa.

Do ponto de vista jurídico, a acusada poderá responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, dependendo da análise das provas reunidas durante a investigação da Polícia Civil, que segue em andamento para apurar todos os detalhes do caso e eventuais circunstâncias agravantes.

Esse episódio evidencia não apenas a gravidade das violências domésticas e familiares, mas também a importância da atuação coordenada entre polícia, perícia técnica e serviços de apoio para lidar com ocorrências de alta complexidade dentro de residências e condomínios urbanizados na região.




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