Mãe diz que síndico agia como “rei do prédio” antes de ser preso por matar corretora

Em Caldas Novas, família critica conduta do síndico acusado de homicídio e ocultação de cadáver contra moradora; investigação segue sob força-tarefa

G1
Mãe diz que síndico agia como “rei do prédio” antes de ser preso por matar corretora Foto: Reprodução

Caldas Novas (GO), 29 de janeiro de 2026 — A mãe de Daiane Alves de Souza, a corretora de imóveis de 43 anos encontrada morta após mais de 40 dias desaparecida, relatou que o síndico do condomínio onde a filha morava “agia como rei do prédio”, exercendo controle absoluto sobre as dependências e relações internas antes de ser preso como principal suspeito do crime.

Segundo Nilse Alves, a família enfrentava problemas e conflitos com o síndico Cléber Rosa de Oliveira havia cerca de um ano, e o comportamento autoritário dele causava desconforto entre os moradores.

“Ele era o rei aqui desse prédio. Mandava e desmandava, a caneta era dele. Queria tirar a Daiane daqui e conseguiu, mas trocou o trono dele por uma cela”, afirmou.

O caso ganhou repercussão após investigações da Polícia Civil de Goiás, que trabalham com a linha de que Daiane foi morta nas dependências do condomínio, em área de menor circulação de moradores, utilizada pelo síndico e escolhida por oferecer pontos com limitação de câmeras de segurança, segundo apuração policial.

O corpo de Daiane foi encontrado em estado de ossada em uma área de mata próxima à cidade depois que o síndico e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos temporariamente relacionados ao crime. Além de homicídio, o síndico também responde por ocultação de cadáver, enquanto o filho é investigado por possível participação na obstrução das investigações.

Ao comentar o trabalho policial, Nilse expressou uma combinação de sentimentos de alívio, revolta e dor após a prisão dos suspeitos. Ela relatou ainda que a família vinha sofrendo perseguições por parte do síndico e de seu comportamento autoritário antes do crime ocorrer.

Investigadores revelaram que Daiane foi vista pela última vez em 17 de dezembro de 2025, quando entrou no elevador do prédio para verificar um problema de energia em seu apartamento. Câmeras registraram a movimentação dela até o subsolo, local onde teria ocorrido o homicídio em um intervalo estimado de oito minutos, conforme análise policial.

O caso destaca não apenas a gravidade dos crimes investigados, mas também como conflitos internos e relações de poder em ambientes condominiais podem ultrapassar parâmetros aceitáveis e resultar em tragédias. A força-tarefa policial continua as apurações para esclarecer motivações, eventuais cúmplices e todas as circunstâncias que envolveram o desaparecimento e a morte da corretora. 




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