Secovi-PB alerta síndicos sobre reajustes, prestação de contas e alto impacto da inadimplência
Entidade destaca necessidade de planejamento orçamentário e cumprimento das obrigações no início do ano para equilibrar finanças condominiais
Foto: Reprodução O Secovi-Paraíba (Secovi-PB), entidade representativa do setor imobiliário e condominial no estado, emitiu alertas a síndicos, conselheiros e gestores de condomínios sobre a necessidade de atenção especial a temas financeiros críticos neste início de ano. Durante participação no programa Conexão Caturité, no espaço Mercado Imobiliário e Condominial, o presidente do Secovi-PB, Érico Feitosa, destacou que o período de janeiro é crucial para a prestação de contas do exercício anterior e para a apresentação da previsão orçamentária anual aos moradores e administradores.
Feitosa explicou que a data-base do setor imobiliário e condominial na Paraíba ocorre em janeiro, o que facilita o planejamento financeiro dos condomínios, mas também exige rigor na apresentação de relatórios contábeis, balancetes e projeções de custos. Segundo ele, essa prática é essencial para proporcionar transparência na gestão e permitir que os moradores compreendam mudanças necessárias no orçamento condominial, incluindo eventuais reajustes de receitas e despesas.
O dirigente ressaltou que os reajustes de custos, especialmente os vinculados à mão de obra, que compõem a maior parte das despesas dos condomínios, precisam seguir critérios definidos nas convenções coletivas de trabalho e na legislação aplicável. Atualmente, conforme negociação em andamento com o Sinteps em Campina Grande, o índice mínimo de reajuste previsto acompanha o INPC, tendo sido estimado em torno de 6,79% para a categoria.
Além disso, Feitosa alertou para o impacto da inadimplência condominial, identificado como um dos maiores desafios da gestão financeira nos condomínios. Altas taxas de inadimplência não apenas comprometem o fluxo de caixa e a manutenção de serviços essenciais — como segurança, limpeza e manutenção predial — como também podem exigir a utilização de mecanismos alternativos para garantir o equilíbrio orçamentário.
Entre as estratégias mencionadas para mitigar os efeitos da inadimplência, alguns condomínios recorrem ao uso de garantidoras financeiras, instrumentos que podem reduzir a inadimplência, embora também impactem diretamente a receita mensal. Esse cenário reforça, segundo o presidente do Secovi-PB, a importância de um planejamento orçamentário bem estruturado e da realização de assembleias gerais ordinárias no início do ano para a aprovação das contas e eventuais ajustes necessários, em conformidade com a convenção condominial e a legislação vigente.
Especialistas em gestão condominial ouvidos pelo Portal Condomínio Interativo reforçam que a gestão financeira eficaz é um dos pilares para a sustentabilidade dos empreendimentos. Um planejamento adequado não só fortalece a confiança dos moradores como também cria mecanismos de prevenção contra desequilíbrios financeiros que podem levar a atrasos nos pagamentos, cortes de serviços ou necessidade de taxas extraordinárias — situações que podem deteriorar a convivência condominial e gerar conflitos internos.
O alerta do Secovi-PB surge em um contexto mais amplo de desafios econômicos enfrentados pelos condomínios brasileiros, com variações nos custos operacionais, pressões inflacionárias e a necessidade de adoção de práticas de gestão financeira mais sofisticadas para assegurar a saúde das finanças condominiais ao longo do ano

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