Cadela morre após ser arremessada por cima de muro de condomínio no Pará
Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem lança o animal para fora do condomínio, gerando revolta entre moradores
Foto: Reprodução Um episódio de maus-tratos a animais ocorrido em um condomínio residencial no Pará gerou forte comoção e revolta entre moradores após uma cadela morrer ao ser arremessada por cima do muro do empreendimento. O caso veio à tona depois que câmeras de segurança registraram o momento em que um homem aparece carregando o animal e, em seguida, lança a cadela para fora do condomínio.
De acordo com as informações divulgadas, o fato aconteceu no período da noite e foi presenciado indiretamente por moradores que tiveram acesso às imagens do sistema de monitoramento. Após o impacto da queda, o animal não resistiu aos ferimentos e morreu, o que intensificou a indignação dos condôminos e de defensores da causa animal.
Assim que o ocorrido foi identificado, a administração do condomínio foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado. As imagens captadas pelas câmeras foram encaminhadas às autoridades policiais, que iniciaram a investigação para identificar o autor e apurar as circunstâncias do crime.
A prática de maus-tratos contra animais é considerada crime ambiental, conforme prevê a Lei nº 9.605/1998, com agravamento da pena quando o ato resulta na morte do animal, especialmente em casos que envolvem cães e gatos. A legislação estabelece punições que incluem detenção e multa, além de outras sanções cabíveis.
Especialistas em gestão condominial ouvidos pelo Portal Condomínio Interativo ressaltam que episódios de violência dentro ou nas imediações de condomínios afetam diretamente a sensação de segurança e o convívio coletivo. Segundo eles, a administração deve agir de forma imediata, colaborando com as autoridades, preservando provas e adotando medidas preventivas para evitar novos episódios.
O caso também reacende o debate sobre a importância de protocolos de segurança, monitoramento eficiente e políticas internas claras, além da conscientização dos moradores quanto ao respeito às normas legais e à convivência ética em ambientes coletivos.
Para moradores e síndicos, o episódio serve de alerta de que atos praticados dentro de condomínios, mesmo quando direcionados a animais, podem gerar responsabilização criminal, além de comprometer a imagem e a tranquilidade do empreendimento.
A investigação segue em andamento, e a expectativa é de que o responsável seja identificado e responsabilizado conforme a legislação vigente.

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