Agressão a síndico idoso em condomínio de Jaboatão expõe conflitos de gestão
Imagens de câmeras mostram ataque no hall de elevadores e reacendem debate sobre segurança e disputas internas em condomínios
Por Anderson Silva
28/01/2026 | Atualizado em 28/01/2026 - 23h15
Foto: Reprodução A agressão sofrida por um síndico de 67 anos dentro de um condomínio residencial no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, trouxe à tona a escalada de conflitos internos em ambientes condominiais e os riscos à integridade física de gestores eleitos em assembleia.
O caso ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança serem exibidas pelo programa Cidade Alerta, da TV Record. As gravações mostram o momento em que o síndico é empurrado na área do hall de elevadores do edifício e cai ao chão, sendo socorrido por outro morador que interveio para cessar a agressão. Durante a confusão, uma mulher também aparece tentando confrontar quem prestava auxílio à vítima.
De acordo com a reportagem, o agressor tem 34 anos e seria filho de uma ex-síndica do condomínio, destituída do cargo em anos anteriores. O atual síndico, eleito em assembleia e no exercício da função desde 2022, afirma que os episódios de violência estariam relacionados a disputas envolvendo a gestão condominial e à insatisfação do agressor com a mudança na administração do prédio.
A vítima relatou que já vinha sofrendo ofensas e agressões verbais anteriores. Além das lesões físicas nas costas e no braço, o síndico informou estar emocionalmente abalado. Ele é cardiopata e, após o episódio, precisou passar por novos exames médicos para avaliar possíveis agravamentos em seu estado de saúde.
Segundo a defesa, foi instaurado inquérito policial e o síndico realizou exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML). A perícia apontou a necessidade de exames complementares para verificar a gravidade das lesões, que podem ser reclassificadas de leves para graves ou até gravíssimas, a depender do resultado médico.
O advogado da vítima informou ainda que o agressor é funcionário público e que, após a conclusão das investigações, o caso poderá ser encaminhado à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco para apuração administrativa.
Especialistas em gestão condominial avaliam que o episódio evidencia a importância de protocolos claros de segurança, mediação de conflitos e atuação preventiva das administradoras e do próprio síndico, especialmente em cenários de disputas internas. Do ponto de vista jurídico, agressões ocorridas em áreas comuns podem gerar consequências penais, civis e administrativas, ampliando os impactos do conflito para além do ambiente do condomínio.
Para o setor condominial, o caso funciona como um alerta sobre a necessidade de diálogo institucional, respeito às decisões assembleares e adoção de medidas que preservem a integridade física e emocional de moradores, gestores e funcionários.
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