inadimplência da taxa de condomínio recua em São Paulo e aponta melhora na arrecadação condominial

inadimplência da taxa de condomínio recua em São Paulo e aponta melhora na arrecadação condominial

Valor Econômico
inadimplência da taxa de condomínio recua em São Paulo e aponta melhora na arrecadação condominial Foto: Reprodução

Inadimplência da taxa de condomínio recua em São Paulo e fortalece arrecadação predial

A inadimplência da taxa de condomínio no estado de São Paulo apresentou redução nos últimos anos, refletindo melhora no pagamento das cotas condominiais e impactando positivamente a gestão financeira dos edifícios residenciais. Dados de estudos setoriais apontam que o índice de boletos em atraso após 30 dias diminuiu significativamente, evidenciando uma tendência de recuperação entre os moradores e maior eficiência nos processos de cobrança.

De acordo com levantamento realizado a partir de informações de administradoras que atuam no estado, o índice médio de inadimplência em condomínios teve queda expressiva entre 2022 e 2024, com redução próxima a 20% no percentual de pagamentos em atraso. Em 2024, os boletos emitidos com mais de 30 dias em aberto ficaram em torno de 5,01% do total, comparados aos 6,24% registrados em 2022.

A tendência de redução nas taxas de inadimplência reflete, em parte, o esforço de síndicos, administradoras e moradores em reorganizar o orçamento familiar, priorizar o pagamento das cotas condominiais e implementar estratégias de comunicação e cobrança mais eficazes. A diminuição nos atrasos facilita o fluxo de caixa dos condomínios, garantindo a continuidade de serviços essenciais, manutenção e obras deliberadas em assembleia.

Do ponto de vista jurídico, a baixa da inadimplência reduz a necessidade de ações judiciais e protestos de dívidas, contribuindo para um ambiente de convivência mais estável e menos conflituoso. Ainda assim, especialistas em direito condominial lembram que a aplicação de instrumentos legais — como a inscrição de débitos em cartório, execução da dívida condominial ou até a possibilidade de penhora do imóvel — continua sendo uma ferramenta válida e prevista em lei para casos persistentes de inadimplência.

Para síndicos e administradoras, o cenário atual reforça a importância de manter práticas consolidadas de cobrança, transparência na prestação de contas e planejamento orçamentário. Medidas como boletos com lembretes automatizados, distanciamento de interesses entre inadimplentes e adimplentes em assembleias, e negociação personalizada com moradores em dificuldade financeira podem ampliar ainda mais a regularidade de pagamentos.

Por fim, a queda da inadimplência em São Paulo representa não apenas um alívio financeiro para os condomínios, mas também um indicador de confiança e engajamento dos moradores com a vida em comunidade. A melhora nos índices contribui para um ambiente condominial mais sustentável, com maior capacidade de enfrentar desafios futuros, incluindo manutenção preventiva, segurança predial e reservas financeiras sólidas. 




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login