Síndico nega envolvimento no desaparecimento de corretora em condomínio de Caldas Novas

Administrador afirma não ser investigado pela polícia e diz que sempre atuou dentro da legalidade na gestão do condomínio

UOL
Síndico nega envolvimento no desaparecimento de corretora em condomínio de Caldas Novas Foto: Reprodução

O desaparecimento de uma corretora de imóveis em um condomínio residencial de Caldas Novas, em Goiás, segue cercado de questionamentos e novos desdobramentos. O síndico do edifício onde a moradora vivia negou qualquer envolvimento no caso e afirmou, por meio de sua defesa, que não é investigado pelas autoridades policiais.

Segundo informações divulgadas pela Agência Estado e publicadas pelo UOL Notícias, o administrador do condomínio declarou que sempre atuou dentro da legalidade no exercício da função de síndico, cumprindo deveres previstos na convenção condominial e na legislação vigente. A defesa sustenta que ele tem colaborado com as investigações e fornecido todas as informações solicitadas.

A corretora desapareceu após imagens de câmeras de segurança registrarem sua circulação nas dependências do prédio, o que fez com que o caso ganhasse ampla repercussão. Desde então, surgiram relatos de conflitos anteriores entre a moradora e a administração do condomínio, envolvendo regras internas e procedimentos administrativos.

Apesar disso, a defesa do síndico afirma que eventuais desentendimentos foram tratados por vias institucionais e judiciais, sem qualquer extrapolação de conduta. A nota ressalta que o administrador não figura como suspeito no inquérito que apura o desaparecimento, conduzido pela Polícia Civil.

Paralelamente à investigação policial, o caso também envolve questões jurídicas relevantes no âmbito condominial. O Ministério Público apresentou denúncia por crime de perseguição em contexto distinto do desaparecimento, o que ampliou o debate sobre abuso de função, limites da atuação do síndico e o uso de sistemas de monitoramento em áreas comuns.

Especialistas em direito condominial alertam que a função do síndico exige equilíbrio, transparência e respeito à privacidade dos moradores. O uso de câmeras de segurança, embora fundamental para a proteção coletiva, deve obedecer critérios legais e não pode ser utilizado de forma abusiva ou personalizada.

O episódio reforça a importância de uma governança condominial profissional, com regras claras, registros documentais e acompanhamento jurídico permanente, especialmente em situações de conflito entre administração e moradores.

Enquanto a investigação segue em andamento, o caso chama a atenção do setor condominial e imobiliário para os riscos jurídicos, administrativos e reputacionais envolvidos na gestão de condomínios, evidenciando a necessidade de atuação técnica, ética e responsável por parte dos gestores.




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