CREA-PE dá 10 dias para condomínio apresentar documentação técnica após desabamento de marquise no Recife

Após desabamento de parte de marquise em edifício do Espinheiro, conselho exige comprovação documental e novo laudo estrutural sob pena de manutenção da interdição

CBN Recife
CREA-PE dá 10 dias para condomínio apresentar documentação técnica após desabamento de marquise no Recife Foto: Reprodução

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) estabeleceu um prazo de 10 dias para que o condomínio do Edifício Príncipe de Vivar, interditado após o desabamento parcial de uma marquise no bairro do Espinheiro, em Recife, apresente toda a documentação técnica da edificação, incluindo avaliações estruturais anteriores.

A determinação tem como objetivo permitir que a fiscalização do conselho verifique a regularidade dos projetos e a habilitação dos profissionais envolvidos, bem como autorize a emissão de um novo laudo estrutural por um engenheiro calculista habilitado, requisito indispensável para que a Defesa Civil do Recife autorize o retorno dos moradores ao prédio.

A exigência documental integra ações de engenharia e fiscalização após o episódio que resultou na evacuação preventiva dos 34 moradores do edifício, ocorrido no final da manhã de segunda-feira, quando parte da marquise da edificação cedeu e obstruiu áreas de circulação frontal do imóvel. Apesar da gravidade, não foram registrados feridos.

Durante a operação de resposta ao incidente, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco atuaram no local com diversas viaturas, enquanto a Polícia Civil abriu investigação por meio da Delegacia do Espinheiro para apurar as circunstâncias do desabamento.

Além da documentação técnica geral da edificação, o CREA-PE deve analisar a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e a regularidade dos profissionais que assinaram os projetos e laudos anteriores, procedimento que reforça a importância da responsabilidade técnica em obras e vistorias estruturais.

Especialistas em engenharia civil ressaltam que estruturas como marquises exigem atenção constante devido à exposição a intempéries, infiltração de água e esforços estruturais complexos, e que a ausência de manutenção preventiva e de fiscalização técnica pode antecipar falhas de segurança em edificações residenciais.

Do ponto de vista condominial, a exigência do CREA-PE evidencia a importância de manter toda a documentação técnica atualizada e acessível, bem como de contratar profissionais habilitados para acompanhar a vida útil de elementos estruturais, evitando riscos à segurança e à estabilidade do prédio.

Enquanto isso, a área permaneceu interditada e isolada, inclusive parte da calçada adjacente à Rua Nicarágua, aguardando as providências técnicas e documentais necessárias para avaliação e definição de um cronograma seguro de retorno das atividades normais no edifício.




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