Cinco sinais de alerta na gestão do síndico que podem comprometer a segurança do condomínio
Especialistas apontam falhas comuns em controle de acesso, equipamentos, transparência, rotatividade de equipes e respostas a reclamações que expõem moradores a riscos evitáveis
Imagem ilustrativa A segurança de um condomínio depende diretamente da gestão administrativa e operacional adotada pelo síndico e pela equipe de colaboradores. Mais do que infraestrutura física, a proteção dos moradores está associada à capacidade da administração de prever riscos, manter equipamentos funcionando e responder de forma transparente às demandas da comunidade condominial. O debate ganhou destaque após casos recentes de falhas que resultaram em incidentes e inseguranças, demonstrando que a figura do síndico — responsável por zelar pelo bem-estar coletivo — é peça central nesse processo.
Um dos principais sinais de alerta é o controle de acesso falho, um indicativo claro de vulnerabilidade na segurança. Portões abertos por longos períodos, interfones inoperantes e a entrada de visitantes ou entregadores sem identificação compromete a primeira linha de defesa do condomínio e facilita a ocorrência de crimes ou invasões.
Outro ponto crítico refere-se a equipamentos com defeito ou obsoletos. Câmeras de vigilância que não funcionam, estão mal posicionadas ou não gravam corretamente, assim como alarmes e cercas elétricas desativados, criam pontos cegos que reduzem a eficácia do sistema de monitoramento e expõem áreas comuns e privativas a riscos significativos.
A falta de transparência da gestão também aparece como alerta para moradores. Síndicos que não comunicam ocorrências relevantes — como furtos, arrombamentos ou tentativas de invasão — e que evitam prestar contas dos investimentos em segurança desencadeiam desconfiança e fragilizam o senso de proteção comunitária. A comunicação clara e periódica é essencial para que todos os condôminos compreendam as ações tomadas para preservar a segurança do empreendimento.
A alta rotatividade de funcionários, especialmente em áreas sensíveis como portaria e zeladoria, pode sinalizar problemas de gestão ou condições inadequadas de trabalho. Além de gerar insegurança operacional, a constante troca de profissionais impede o conhecimento aprofundado das rotinas e moradores, prejudicando a identificação de comportamentos suspeitos ou padrões atípicos de circulação.
Por fim, a ignoração de reclamações de segurança — como lâmpadas queimadas em áreas escuras, portões com defeito ou falhas no fechamento automático — é um sintoma claro de negligência. Quando essas queixas não são atendidas com prontidão, cria-se uma sensação de descuido e vulnerabilidade que pode desencadear consequências concretas para a integridade física de moradores e bens.
Especialistas em gestão condominial recomendam que moradores fiquem atentos a esses sinais e participem ativamente de assembleias, questionem a administração, formalizem reclamações por escrito e se organizem coletivamente para provocar melhorias. Em situações mais graves, a orientação é buscar apoio de órgãos competentes, como a Polícia Civil ou o Ministério Público, para evitar que falhas na gestão se transformem em tragédias anunciadas.
Observar e agir sobre esses sinais de alerta não é apenas uma questão de conforto, mas de proteção efetiva das famílias, do patrimônio e da tranquilidade comunitária — pilares essenciais para qualquer condomínio seguro e bem gerido.

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