Moradores de prédio recém-entregue em São Paulo convivem com infiltrações e paredes mofadas

Habitantes de condomínio no Jardim Boa Vista relatam graves problemas de umidade, mofo e falta de solução por parte da construtora menos de um ano após a entrega

R7
Moradores de prédio recém-entregue em São Paulo convivem com infiltrações e paredes mofadas Foto: Reprodução

Moradores de um condomínio no Jardim Boa Vista, zona oeste de São Paulo, estão convivendo com sérios problemas de infiltrações, paredes mofadas e falhas na infraestrutura menos de um ano após a entrega do empreendimento, segundo relatos colhidos junto aos residentes.

O prédio, entregue em abril de 2025, apresenta infiltrações severas em diversas áreas comuns e unidades privativas sempre que há chuvas, com água entrando por luminárias nos corredores e elevadores, além de retorno de esgoto pelos ramais sanitários.

Os revestimentos das paredes internas estão se deteriorando rapidamente devido à umidade excessiva, enquanto o mofo cresce em ambientes internos, gerando apreensão entre os moradores, especialmente aqueles com condições respiratórias sensíveis. Marcos Silva, um dos residentes, manifestou preocupação pela saúde de sua filha diante da proliferação do mofo no banheiro de sua unidade.

Desde a identificação dos problemas, os moradores relatam que já foram abertos mais de 90 chamados à construtora responsável, sem que tenha havido solução efetiva até o momento. A falta de respostas concretas tem intensificado o sentimento de frustração e insegurança dos condôminos diante da gravidade dos danos estruturais e dos riscos à saúde.

Especialistas em gestão condominial e engenharia civil consultados pelo Portal Condomínio Interativo ressaltam que infiltrações recorrentes e mofo podem indicar falhas de impermeabilização, projeto ou execução de obra, que requerem intervenções técnicas especializadas e imediatas. Essas fontes lembram que a construtora tem responsabilidade pela correção de vícios ocultos e defeitos construtivos dentro dos prazos legais previstos no Código Civil e na legislação aplicável ao setor imobiliário.

Do ponto de vista jurídico, a ausência de solução por parte da construtora pode ensejar notificações formais extrajudiciais, ações de obrigação de fazer com determinação de reparos e, em alguns casos, indenizações por danos materiais e morais aos moradores, caso fique comprovado o descumprimento contratual e a negligência na entrega de imóvel em boas condições de uso.

Para condomínios em situação similar, a recomendação é que a administração registre formalmente todas as ocorrências, reúna provas documentais e técnicas, e, se necessário, busque assessoramento jurídico especializado para garantir os direitos dos condôminos diante de defeitos estruturais e a responsabilidade da incorporadora.

O caso evidencia como falhas na construção e na entrega de empreendimentos podem gerar prejuízos significativos, afetar a qualidade de vida dos moradores e trazer desafios estruturais e legais desde os primeiros meses de habitação. A matéria segue em desenvolvimento.




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