Aumento do imposto de importação pressiona custos em condomínios

Resolução Gecex nº 852 eleva alíquotas para 1.252 produtos e pode impactar tecnologia, segurança e manutenção predial a partir de 2026

Redação | Condomínio Interativo
Aumento do imposto de importação pressiona custos em condomínios Imagem ilustrativa

O Governo Federal aprovou, por meio da Resolução Gecex nº 852, a elevação do imposto de importação para 1.252 códigos de produtos. Parte das novas alíquotas já está em vigor, enquanto outra parcela passará a valer a partir de março de 2026. As tarifas variam entre 7,2% e 25%, conforme a classificação do item.

De acordo com o Palácio do Planalto, a medida busca fortalecer a indústria nacional ao tornar produtos importados menos competitivos frente à produção interna. No entanto, para o mercado condominial, o impacto tende a ser direto e imediato, especialmente em segmentos que dependem de equipamentos importados ou de componentes com elevado conteúdo estrangeiro.

Entre os itens potencialmente afetados estão motores de portões eletrônicos, bombas d’água, válvulas hidráulicas e de gás, acessórios elétricos, câmeras de segurança, sistemas de automação predial, controle de acesso, além de máquinas e ferramentas específicas para construção e manutenção técnica. Equipamentos especializados de tecnologia da informação e infraestrutura de redes também podem sofrer reajustes.

Na prática, o efeito pode ocorrer tanto na compra direta realizada pelo condomínio quanto no repasse de custos por empresas prestadoras de serviços, pressionando contratos de manutenção e fornecimento. O cenário se soma a um ambiente já impactado por alta de energia, reajustes salariais e insumos da construção civil.

Especialistas apontam que a elevação tributária adiciona uma camada adicional de atenção ao planejamento orçamentário, tanto no orçamento ordinário quanto no extraordinário. A medida pode interferir em cronogramas de modernização tecnológica, substituição de ativos e investimentos em segurança.

Diante desse contexto, recomenda-se que síndicos e administradores avaliem estratégias preventivas, como a antecipação de compras antes da entrada em vigor das novas alíquotas, a revisão de contratos de manutenção com análise de cláusulas tributárias e a busca por fornecedores nacionais com equivalência técnica comprovada.

Também é indicado atualizar as projeções orçamentárias do exercício, considerando possíveis aumentos de custos, e reforçar a comunicação com o conselho e os condôminos sobre impactos financeiros futuros.

O movimento tributário reforça a importância de uma gestão condominial estratégica, baseada em planejamento, previsibilidade e análise de riscos, especialmente em um cenário econômico de constantes ajustes regulatórios e fiscais.




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