China ergue prédio de 10 andares em menos de 29 horas e impressiona a engenharia mundial
Tecnologia modular permite montagem acelerada com estruturas prontas de fábrica e levanta debate sobre o futuro da construção
Foto: Reprodução A construção civil mundial voltou a ser surpreendida por um feito impressionante vindo da China: um prédio de 10 andares foi erguido em apenas 28 horas e 45 minutos, utilizando um sistema construtivo altamente industrializado.
O projeto foi executado na cidade de Changsha e utilizou tecnologia modular, na qual grande parte da estrutura é produzida previamente em fábrica.
Diferente do modelo tradicional, em que praticamente todas as etapas acontecem no canteiro de obras, o método adotado transfere a maior parte do processo para ambientes industriais controlados. Nesse sistema, cada módulo já chega pronto ao local, com estrutura, paredes e até instalações elétricas e hidráulicas.

No local da obra, o trabalho consiste basicamente na montagem dessas peças. Com o auxílio de guindastes, os módulos são posicionados e fixados, funcionando como um grande “encaixe”, semelhante a um sistema de montagem em escala real.
Diferença em relação ao modelo tradicional
No Brasil, um edifício desse porte pode levar entre 18 e 24 meses para ficar pronto. Já no sistema modular, a montagem ocorre em questão de horas — embora a produção dos módulos leve semanas.
Outro ponto importante é a padronização. Como as peças são produzidas em ambiente controlado, há maior previsibilidade de prazos e qualidade.
Apesar do curto prazo exibido, especialistas ressaltam que a preparação do projeto não acontece em apenas um dia. A fabricação dos módulos, o planejamento logístico e a organização da montagem são etapas que levam semanas antes da execução final.
Outro fator relevante é a redução de desperdícios e maior eficiência do processo, já que o ambiente controlado diminui falhas e retrabalhos comuns em obras tradicionais.
A tecnologia também apresenta vantagens em termos de sustentabilidade, com menor geração de resíduos e melhor aproveitamento de materiais.
O modelo já vem sendo utilizado em larga escala na China e ganhou notoriedade mundial pela velocidade e eficiência, levantando discussões sobre o futuro da construção civil.
Para o setor imobiliário e de engenharia, o avanço reforça uma tendência global de industrialização das obras, com potencial de reduzir custos, prazos e impactos ambientais.
O caso chama atenção para a possibilidade de transformação do setor, indicando que métodos construtivos mais rápidos, eficientes e padronizados podem ganhar cada vez mais espaço no mercado.


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