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Condomínio gradeia calçada em Copacabana e gera críticas por dificultar circulação

Estrutura instalada avança sobre área pública e reduz espaço para pedestres em trecho movimentado da Zona Sul do Rio

Diário do Rio
Condomínio gradeia calçada em Copacabana e gera críticas por dificultar circulação Em Copacabana, condomínio gradeia e calçada e atrapalha circulação

A instalação de uma grade por um condomínio em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, gerou repercussão e críticas após avançar sobre a calçada e dificultar a circulação de pedestres em um trecho movimentado do bairro.

Segundo relato de um internauta que registrou a situação em vídeo, a estrutura teria avançado cerca de dois metros sobre o espaço público. As imagens mostram que, entre a grade instalada e uma banca de jornal localizada na lateral do edifício, restou apenas um espaço estreito para a passagem de pedestres, comprometendo a mobilidade no local.

O autor da gravação também destacou que o prédio já possuía uma grade de segurança interna, mas optou por instalar uma nova estrutura externa, ampliando a área cercada e agravando a limitação da calçada. Ao comentar o cenário, ele criticou a falta de fiscalização e limites para esse tipo de intervenção:

“O Rio está sem limite, sem fiscais. O Rio está uma zona. O Brasil está uma zona. É isso aí, vamos continuar ampliando os nossos currais para atrapalhar o povo”.

A publicação gerou intenso debate nas redes sociais, com opiniões divididas entre críticas à ocupação do espaço público e defesa da medida como estratégia de segurança. Alguns usuários apontaram que o edifício enfrenta, há anos, problemas relacionados à presença de moradores em situação de rua e usuários de drogas na região.

“Morei anos nessa rua. Esse prédio vem sofrendo há anos com a presença de moradores de rua, drogados e sabe mais o que na sua portaria”, afirmou uma internauta.

Outro comentário reforça essa percepção:

“Isso aí é o jeito de se proteger de cracudos que ficam dormindo debaixo das marquises. Antes a grade do que cracudo e mendigos”.

Também houve manifestações associando o aumento desse tipo de intervenção à sensação de insegurança urbana.

“Leis fracas, violência desenfreada, cada um se vira como pode. É o salve-se quem tiver grades”, comentou um usuário.

Outro seguidor acrescentou:

“É por conta da segurança. Todos os prédios estão fazendo essas grades. Muitos assaltos”.

Por outro lado, críticas destacam a possível irregularidade da estrutura, já que calçadas são áreas públicas e não devem ser apropriadas por particulares. Ainda assim, alguns internautas ponderaram sobre a situação, sugerindo que a área pode ter sido originalmente vinculada ao prédio ou que a medida seria uma reação à ausência de segurança pública efetiva.

“Provavelmente esse espaço é do prédio e antes era deixado livre e foi feito calçada. Ninguém quer viver dentro de grade, mas a violência é tanta que se faz necessário”, opinou um usuário.

Outro comentou:

“Eu reparei quando botaram essa grade, mas não condeno. Já viu o que rola ali de madrugada?”.

Entre posicionamentos favoráveis e contrários, o episódio evidencia um cenário recorrente em grandes centros urbanos: o conflito entre o direito coletivo ao uso do espaço público e a busca por segurança privada.

O caso também amplia o debate sobre a necessidade de fiscalização por parte do poder público e de políticas urbanas eficazes que conciliem segurança, mobilidade e ordenamento urbano. Copacabana, assim como outros bairros da cidade, enfrenta desafios relacionados à violência e à presença de usuários de drogas, o que tem levado moradores e condomínios a adotarem medidas por conta própria — muitas vezes, com impactos diretos na vida urbana.




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