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Mercado imobiliário se adapta à família multiespécie e amplia espaços pet em condomínios

Empreendimentos passam a investir em áreas exclusivas para animais de estimação, reforçando bem-estar e convivência nos condomínios

G1
Mercado imobiliário se adapta à família multiespécie e amplia espaços pet em condomínios Pets ganham espaços em novos prédios

Mercado imobiliário se adapta à "família multiespécie" com novos espaços pets

A qualidade de vida dos animais de estimação deixou de ser um detalhe e passou a ser um fator decisivo nos novos empreendimentos imobiliários. Com pets cada vez mais integrados à rotina familiar, construtoras em Goiás e no Brasil estão investindo pesado em áreas exclusivas para garantir o bem-estar dos bichos e a praticidade para seus tutores.

De casa para apartamento: a busca por espaço

A psicóloga Kenia Almeida Bradino, tutora de um Golden Retriever e de um Shih Tzu, sentiu na pele a necessidade dessa adaptação. Ao trocar uma casa por um apartamento, a prioridade da família foi encontrar um condomínio que oferecesse área verde e lazer para os cães.

"Todo mundo assusta quando a gente fala que tem um Golden, porque ele é grande. Mas é uma raça muito carinhosa e que gosta de companhia. Eles são muito amorosos", conta Kenia.

Sua filha, a estudante Larissa Almeida, reforça a importância desses momentos ao ar livre:

"Desço duas vezes, meu pai desce uma. Elas ficam doidinhas para descer quando dá a hora. Aqui elas gostam muito por conta do espaço, posso soltá-las nas áreas permitidas".

Tendência que virou necessidade

Em Anápolis, a realidade não é diferente. A arquiteta Rafaela Santos revela que em mais de 60% dos empreendimentos desenhados por seu escritório neste ano, houve a solicitação de espaços específicos para pets.

Os projetos costumam incluir dois tipos de ambientes principais:

  • Pet Place: Áreas de lazer e gramados equipados com brinquedos de agilidade para o exercício físico.
  • Pet Shower: Espaços projetados para o banho e higiene dos animais dentro do próprio condomínio, evitando a sujeira nos apartamentos.

"Essa adaptação no projeto melhora a convivência entre os usuários e vizinhos", explica Rafaela.

Saúde física e mental

Para o médico veterinário Rinaldo Carneiro, a falta de espaços de convivência pode ser prejudicial aos animais.

"O pet que fica restrito a espaços pequenos tende a manifestar alterações comportamentais, que vão desde apatia e medo até agressividade. Além disso, o estresse baixa a imunidade e pode gerar patologias como dermatites", alerta o especialista.

Convivência e responsabilidade

A arquiteta Quezia Oliveira destaca o vínculo emocional:

"Minha cachorra é muito apegada, gosta de estar junto. Outro dia eu já tinha deitado para dormir e ela foi lá bater a pata na cama para me chamar para brincar".

Embora os novos prédios ofereçam cada vez mais estrutura, a apresentadora do Bom Dia GO reforça que a boa convivência depende do tutor: cuidar desses espaços com responsabilidade, recolher os resíduos e garantir que o pet seja parte harmoniosa da comunidade condominial é essencial.




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