Elevador despenca em prédio no Recife e relembra acidente grave com queda de nove andares
Novo caso deixa mulher ferida e reacende alerta após episódio anterior com gestante e idosa no mesmo local
Por Anderson Silva
22/04/2026 - 15h27
Outro acidente foi registrado no mesmo elevador em março. Um novo acidente com elevador em um prédio no Recife deixou uma mulher ferida e reacendeu o alerta sobre a segurança em condomínios. O caso chama ainda mais atenção por ocorrer no mesmo local onde, semanas antes, já havia sido registrado um episódio grave envolvendo múltiplas vítimas.
O acidente mais recente ocorreu quando o elevador apresentou falha e despencou, resultando em ferimentos e mobilização de equipes de atendimento. A ocorrência trouxe à tona um histórico preocupante de problemas no equipamento.
No último dia 4 de março, outro incidente no mesmo prédio já havia deixado vítimas. Na ocasião, uma mulher grávida e uma idosa estavam entre os feridos após uma queda ainda mais grave do elevador.
Segundo relatos, o problema começou quando o equipamento parou no 9º andar. Ao tentar seguir até o 11º, o elevador teria perdido força e passou a despencar, caindo por nove andares até o térreo.
O gestor de marketing Gabriel Teles, que estava na cabine no momento, descreveu o desespero vivido pelos passageiros. Inicialmente, os ocupantes acreditaram que se tratava de um acionamento do sistema de emergência.
“Eu entrei no elevador no 7º andar e já demonstrava um desnivelamento do andar com o vagão. Quando chegou no 9º, as quatro senhoras, inclusive a senhora que estava cirurgiada, entraram. O vagão tentou pegar força para ir até o 11º, só que, no 10º, ele nem fechou a porta, ficou a porta do elevador aberta e ele começou a despencar”, relatou.
O histórico de falhas levanta questionamentos sobre a manutenção e a segurança do equipamento, além da responsabilidade da gestão condominial na prevenção de acidentes.
Especialistas reforçam que elevadores exigem inspeções periódicas, manutenção rigorosa e atuação imediata diante de qualquer sinal de irregularidade, como desnivelamento, travamentos ou ruídos incomuns.
O caso reforça o alerta para síndicos e administradores sobre a importância de contratos ativos com empresas especializadas, além do cumprimento das normas técnicas de segurança.
As causas dos acidentes devem ser apuradas, e o episódio evidencia os riscos associados à negligência na manutenção, que pode resultar em situações graves e colocar vidas em perigo dentro dos condomínios.

COMENTÁRIOS