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Proprietária recebe apartamento destruído com infestação de baratas e móveis danificados no RS

Proprietária encontrou imóvel alugado em Porto Alegre com sujeira, janelas quebradas, equipamentos inutilizados e problemas que ultrapassaram o desgaste natural previsto em contrato

G1
Proprietária recebe apartamento destruído com infestação de baratas e móveis danificados no RS Foto: Reprodução

Infestação de baratas, móveis quebrados e gordura: proprietária recebe apartamento destruído após locação em Porto Alegre

Uma proprietária de Porto Alegre (RS) teve uma surpresa ao receber de volta um apartamento que havia sido alugado após encontrar o imóvel em condições completamente diferentes das entregues inicialmente. O cenário encontrado incluía infestação de baratas, móveis inutilizados, janelas quebradas, gordura espalhada, sujeira acumulada e sinais de uso irregular da unidade.

O caso envolve a jornalista Paula Estivalet, que relatou ter recebido o imóvel com diversos danos que, segundo ela, ultrapassam o desgaste natural esperado durante uma locação residencial. Mesmo com a intermediação de uma imobiliária e a contratação de seguro-fiança, parte dos prejuízos não deverá ser ressarcida, e a situação pode acabar sendo discutida na Justiça.

Segundo a proprietária, o apartamento havia sido alugado com a expectativa de que os mecanismos de proteção previstos no contrato garantiriam maior segurança em caso de problemas.

“A gente coloca para alugar imaginando que vai ter algum tipo de segurança, e eu não tive nenhuma”, afirmou.

De acordo com o relato, o imóvel, que deveria ser utilizado exclusivamente para fins residenciais, teria sido usado para uma atividade diferente da prevista em contrato: a produção e venda de alimentos.

Após a devolução das chaves, Paula encontrou móveis danificados, equipamentos sem condições de uso, acúmulo de sujeira, problemas de conservação e sinais de uma utilização que teria provocado impactos na estrutura e nos itens existentes dentro do apartamento.

Parte dos objetos precisou ser descartada devido ao estado de deterioração. Além disso, a situação chegou a gerar preocupação relacionada à saúde pública, com registro de problemas envolvendo higiene e condições sanitárias do imóvel.

Seguro-fiança não cobre todos os prejuízos

Após a saída dos moradores, a imobiliária acionou o seguro-fiança contratado para tentar cobrir os reparos necessários. No entanto, segundo a proprietária, a cobertura oferecida ficou muito abaixo do valor necessário para recuperar o apartamento.

“A seguradora disse que vai fazer quatro coisas de uma lista com 31 reparos”, relatou Paula.

O episódio chama atenção para uma dúvida comum entre proprietários: a contratação de uma garantia locatícia não significa necessariamente que todos os danos causados ao imóvel serão automaticamente ressarcidos.

As coberturas variam conforme o contrato firmado com a seguradora e podem possuir limites específicos para determinados tipos de prejuízo.

Problemas em contratos de aluguel também atingem inquilinos

Apesar de situações envolvendo danos causados por locatários gerarem preocupação entre proprietários, conflitos em contratos de aluguel também podem prejudicar os próprios inquilinos.

O técnico em edificações Luís Eduardo Luciow relatou ter alugado um apartamento que apresentava problemas estruturais que, segundo ele, nunca foram solucionados.

“O primeiro problema foi a infiltração. A gente perdeu a mesa, o guarda-roupa, a cama”, afirmou.

Segundo Luís Eduardo, foram realizadas diversas tentativas de contato com a imobiliária para solucionar os problemas, mas sem retorno efetivo. No momento da saída do imóvel, ele também enfrentou cobranças que considerou indevidas.

“Foram taxas absurdas. Pediram até pintura de áreas externas que não estavam no contrato”, relatou.

O caso reforça que tanto proprietários quanto inquilinos precisam conhecer claramente suas responsabilidades durante toda a relação de locação.

Contrato e vistoria são fundamentais para evitar conflitos

Especialistas em direito imobiliário destacam que a prevenção é a principal ferramenta para evitar disputas envolvendo imóveis alugados.

Segundo o advogado imobiliário Elias Rodrigues, todos os acordos entre as partes devem estar registrados formalmente no contrato.

“O ideal é que tudo esteja estipulado em contrato. O que fica apenas combinado verbalmente dificilmente será comprovado depois”, explica.

Outro ponto considerado essencial é a realização de uma vistoria detalhada tanto no momento da entrega do imóvel quanto na devolução das chaves.

O documento registra as condições da unidade e permite comparar possíveis alterações ocorridas durante o período da locação, ajudando a diferenciar danos provocados por mau uso daqueles considerados desgaste natural pelo tempo.

Entre os principais cuidados recomendados estão:

Ler todas as cláusulas do contrato antes da assinatura;

  • Formalizar por escrito qualquer acordo realizado entre proprietário e inquilino;
  • Verificar detalhadamente as coberturas das garantias contratadas, como seguro-fiança;
  • Realizar uma vistoria completa, com registros fotográficos e descrição dos itens existentes no imóvel.

Casos como o do apartamento em Porto Alegre mostram que uma relação de locação segura depende de transparência, documentação adequada e cumprimento das responsabilidades previstas em contrato.

Para especialistas, a falta de atenção nesses pontos pode transformar uma relação que deveria ser simples em um conflito envolvendo prejuízos financeiros, cobranças e até disputas judiciais.




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