Paraíba tem o segundo metro quadrado mais caro do Nordeste em junho, aponta IBGE
Estado registrou custo médio de R$ 1.914,28 por metro quadrado, ficando atrás apenas do Maranhão, segundo dados do Sinapi divulgados pelo IBGE
Por Anderson Silva
13/07/2026 - 12h57
Imagem ilustrativa Paraíba tem o segundo metro quadrado mais caro do Nordeste em junho, aponta IBGE
A Paraíba registrou, em junho, o segundo maior custo médio da construção civil entre os estados do Nordeste. De acordo com dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o custo médio do metro quadrado no estado alcançou R$ 1.914,28, ficando atrás apenas do Maranhão, onde o indicador atingiu R$ 1.960,01.
O levantamento demonstra que a construção civil continua enfrentando custos elevados na região, refletindo diretamente sobre o mercado imobiliário e os investimentos em novos empreendimentos.
O Sinapi é uma das principais referências utilizadas pelo setor para acompanhar a evolução dos custos da construção civil no país, servindo de base para contratos, orçamentos, licitações públicas e planejamento de obras.
Custos seguem elevados na região
Os dados mostram que a Paraíba permanece entre os estados nordestinos com maior custo para construir, superando unidades da federação como Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas, Sergipe e Piauí.
Embora tenha perdido a liderança regional para o Maranhão no levantamento de junho, o estado continua apresentando um dos maiores custos médios da região, mantendo uma trajetória de preços elevados observada nos últimos meses.
Mão de obra continua pressionando o setor
Especialistas apontam que um dos principais fatores para o aumento dos custos da construção civil continua sendo a valorização da mão de obra, impulsionada por acordos coletivos firmados pelas categorias profissionais, além do encarecimento de diversos insumos utilizados nas obras.
O cenário exige maior planejamento financeiro por parte de construtoras, incorporadoras e investidores, já que o aumento dos custos pode impactar diretamente o orçamento de novos empreendimentos e o preço final dos imóveis.
Reflexos para o mercado imobiliário
O aumento do custo da construção costuma ser repassado gradualmente ao mercado imobiliário, especialmente em imóveis na planta e lançamentos residenciais.
Além disso, os indicadores do Sinapi servem como referência para contratos de obras públicas e privadas, influenciando reajustes de contratos, planejamento de investimentos e a elaboração de orçamentos para reformas e construções.
Para compradores e investidores, o cenário reforça a tendência de valorização dos custos de produção, fator que pode contribuir para novos reajustes nos preços dos imóveis nos próximos meses.
Apesar do elevado custo registrado na região, o setor segue acompanhando o comportamento da inflação dos materiais de construção e da mão de obra para avaliar os impactos sobre a atividade imobiliária ao longo de 2026.

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