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Roberto Fagundes lota auditório da FESÍNDICO e alerta para os cinco pontos que podem levar condomínios ao caos

Diretor da Tecmetria e do Condomínio Interativo destacou planejamento financeiro, manutenção, fundos e participação dos moradores como pilares de uma gestão condominial profissional

Redação | Condomínio Interativo
Roberto Fagundes lota auditório da FESÍNDICO e alerta para os cinco pontos que podem levar condomínios ao caos Foto: Reprodução

Roberto Fagundes lota auditório da FESÍNDICO e alerta para os cinco pontos que podem levar condomínios ao caos

A programação da 16ª FESÍNDICO reuniu síndicos, administradores e profissionais do setor em uma palestra de Roberto Fagundes, que levou ao público uma reflexão sobre os desafios da gestão condominial e a importância do planejamento para evitar problemas financeiros, operacionais e de manutenção.

Com o auditório lotado, Fagundes apresentou uma abordagem prática sobre os principais fatores que podem levar um condomínio ao caos e mostrou caminhos para transformar uma gestão reativa em uma administração baseada em planejamento, prevenção e decisões estratégicas.

Diretor da Tecmetria e do Condomínio Interativo, Roberto Fagundes destacou sua experiência de 18 anos no mercado condominial e explicou que a proposta da apresentação era, além de fazer um alerta, apresentar soluções aplicáveis à rotina dos condomínios.

“Gestão profissional não significa apenas síndico profissional. Significa qualquer síndico que consiga fazer uma gestão profissional.”

Previsão orçamentária deve partir da realidade do condomínio

Um dos principais pontos abordados foi a previsão orçamentária. Segundo Fagundes, a definição da taxa condominial não deve começar pela pergunta sobre quanto os moradores estão dispostos a pagar, mas pela identificação de quanto realmente custa operar, proteger e valorizar o empreendimento.

A partir dessa lógica, o valor da taxa condominial deixa de ser tratado como uma escolha arbitrária e passa a ser consequência do planejamento financeiro e operacional do condomínio.

Fagundes explicou que a previsão deve considerar o plano de gestão, os serviços existentes, os custos de manutenção, os investimentos necessários, os riscos e as características específicas de cada empreendimento.

Outro alerta foi para a utilização de um percentual único de reajuste. De acordo com a abordagem apresentada, cada despesa deve ser analisada individualmente, considerando seus próprios índices e histórico de variação.

Cinco camadas para construir um orçamento mais eficiente

Durante a palestra, Fagundes apresentou cinco camadas que devem ser consideradas na elaboração da previsão orçamentária: despesas recorrentes, despesas periódicas, fundos, metas e desejos, além das margens para inadimplência e isenções.

A orientação é evitar que o orçamento seja construído apenas com os valores exatos das despesas atuais. Oscilações sazonais, como o aumento do consumo de água durante os meses mais quentes, também precisam ser consideradas.

“Não deixe na previsão orçamentária os valores justos, corretos. Faça média anual. Coloque sempre para cima.”

A participação dos moradores também foi apontada como elemento importante. Para Fagundes, ouvir os condôminos sobre prioridades e desejos ajuda a administração a compreender melhor as necessidades do empreendimento antes de levar propostas para votação em assembleia.

Fundo de manutenção pode evitar taxas extras no futuro

Outro destaque da palestra foi a importância da criação de fundos destinados à manutenção futura.

Fagundes apresentou um caso de sua própria experiência como síndico, no qual foi incluído na previsão orçamentária um valor mensal destinado a uma manutenção de fachada prevista para ocorrer anos depois.

A estratégia permitiu que o condomínio acumulasse recursos antecipadamente e chegasse ao momento da intervenção com dinheiro disponível, reduzindo a necessidade de uma taxa extraordinária ou de contratação de crédito.

Para o palestrante, o planejamento antecipado também pode contribuir para a valorização dos imóveis.

Um comprador que assume uma unidade em um condomínio com manutenção planejada e recursos provisionados não precisa, necessariamente, receber como consequência financeira um passivo criado antes de sua chegada.

Manutenção também é estratégia de valorização

A conservação das áreas comuns foi apresentada não apenas como uma obrigação operacional, mas como um fator diretamente relacionado à percepção de valor do empreendimento.

Durante a apresentação, Fagundes relatou situações em que a falta de organização e manutenção pode influenciar negativamente a decisão de compra de um imóvel.

Nesse contexto, manter recursos destinados à manutenção significa também preservar o patrimônio dos condôminos e evitar que intervenções previsíveis sejam tratadas como emergências financeiras.

Planejamento, informação e participação

Ao longo da palestra, Roberto Fagundes reforçou que uma gestão condominial eficiente precisa trabalhar com antecedência.

O planejamento financeiro deve estar conectado ao plano de gestão, à manutenção dos equipamentos, às obrigações do empreendimento e às necessidades identificadas pelos moradores.

A comunicação com os condôminos também foi apontada como fundamental para aumentar a compreensão e a participação nas decisões.

Ao apresentar previamente as necessidades do condomínio, realizar pesquisas e explicar a origem dos custos, o síndico cria melhores condições para que as decisões sejam discutidas e deliberadas em assembleia.

Gestão profissional começa pelo planejamento

A palestra também reforçou que uma gestão profissional não está necessariamente relacionada ao fato de o síndico exercer a função profissionalmente.

O conceito apresentado por Fagundes está ligado à forma de administrar o condomínio, com organização, planejamento, acompanhamento dos custos, previsão das necessidades e tomada de decisões baseada em informações.

Nesse modelo, o síndico deixa de atuar apenas quando os problemas aparecem e passa a trabalhar para antecipar demandas e preparar financeiramente o condomínio para intervenções futuras.

Antecipar problemas para evitar o caos

Com o auditório lotado, Roberto Fagundes apresentou uma reflexão sobre como problemas financeiros, falta de manutenção e decisões tomadas sem planejamento podem comprometer a gestão de um condomínio.

A proposta apresentada durante a 16ª FESÍNDICO foi mostrar que antecipar despesas, criar fundos, compreender as necessidades do empreendimento e envolver os moradores nas decisões são medidas que ajudam a construir uma administração mais organizada.

Ao longo da palestra, planejamento, prevenção e participação apareceram como elementos centrais para uma gestão capaz de enfrentar os desafios do cotidiano sem transformar problemas previsíveis em emergências.

A apresentação de Roberto Fagundes foi um dos destaques da programação da 16ª FESÍNDICO, reforçando a importância de uma administração condominial cada vez mais planejada, profissional e preparada para o futuro.




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