Publicidade

Moradores e síndico trocam agressões durante discussão sobre obra de esgoto em condomínio de GO

Obra deveria ser concluída em 90 dias, mas seguia inacabada 120 dias após o início; conflito terminou com socos, chutes e ameaças.

R7
Moradores e síndico trocam agressões durante discussão sobre obra de esgoto em condomínio de GO Reprodução

Moradores e síndico trocam agressões durante discussão sobre obra de esgoto em condomínio de GO

Uma discussão entre moradores e o síndico de um condomínio em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, terminou em agressões físicas e ameaças durante uma reportagem sobre o atraso de uma obra na rede de esgoto do residencial. Segundo o R7, os envolvidos trocaram socos e chutes durante o conflito, e a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência.

A obra foi aprovada em assembleia do condomínio no fim do ano passado e tinha como objetivo melhorar a rede de saneamento e solucionar problemas de vazamentos registrados na região. Para financiar a intervenção, os moradores passaram a pagar uma taxa extra de aproximadamente R$ 90 por imóvel.

Os trabalhos começaram em junho e, de acordo com a reportagem, o prazo estabelecido para a conclusão era de 90 dias. No entanto, 120 dias depois do início da intervenção, a obra ainda não havia sido finalizada, o que aumentou a insatisfação entre os moradores.

Além do atraso, a situação provocou impactos na circulação dentro do residencial. A demora deixou ruas e acessos às garagens com crateras e trechos cobertos por terra, segundo as informações divulgadas pelo R7. O cenário gerou reclamações entre os moradores, que cobravam explicações sobre o andamento do serviço e a utilização dos recursos destinados à obra.

O síndico Celso de Araújo afirmou que a construtora responsável havia interrompido os trabalhos sob a alegação de que não teria recebido o pagamento. Segundo ele, entretanto, o condomínio teria quitado integralmente os R$ 130 mil previstos para a execução da obra.

O problema já havia sido relatado anteriormente por moradores. Em agosto, o R7 informou que residentes do mesmo condomínio reclamavam de valas abertas sem sinalização, esgoto escorrendo pelas calçadas e riscos para moradores, especialmente crianças e idosos. Na ocasião, os condôminos também questionavam a falta de informações sobre a paralisação dos trabalhos.

Durante a nova reportagem sobre o andamento da intervenção, o debate entre o síndico e os moradores se transformou em um confronto. As partes trocaram acusações e, em seguida, partiram para agressões físicas. A Polícia Militar foi chamada e registrou a ocorrência.

Diante da paralisação da primeira empreitada, uma nova empresa assumiu a execução dos serviços. A previsão informada na reportagem é de que os trabalhos sejam concluídos entre 30 e 40 dias úteis.

Enquanto a nova empresa dá continuidade à intervenção, a administração do condomínio tenta recuperar judicialmente o valor pago à empreiteira anterior, de acordo com as informações divulgadas pelo R7.

O caso evidencia como obras em áreas comuns podem gerar conflitos entre moradores e administração quando há atrasos, problemas de execução, cobranças adicionais ou dúvidas sobre os recursos empregados. Em situações desse tipo, a assembleia condominial, os documentos da contratação e os registros financeiros da obra são elementos importantes para esclarecer as decisões tomadas e as responsabilidades envolvidas.

A reportagem, porém, não apresenta uma decisão judicial sobre a responsabilidade pelo atraso nem uma conclusão sobre eventual responsabilidade individual pelas agressões. O registro feito pela Polícia Militar deverá servir para documentar o episódio ocorrido durante a discussão.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login