Condomínio em Cuiabá aciona construtora por entregar elevadores com falhas contínuas
Empreendimento relata paradas frequentes, falta de manutenção e risco à segurança — Justiça determina perícia técnica para avaliar possível vício construtivo
Imagem ilustrativa Um condomínio de alto padrão em Cuiabá ficou compelido a acionar judicialmente sua construtora após identificar falhas recorrentes em seus elevadores, que colocam em risco a segurança dos moradores e a habitabilidade do prédio. Segundo documentos do processo, os equipamentos apresentaram paradas frequentes, quedas e alto custo de manutenção, mesmo após intervenção de prestadora especializada.
A decisão da Justiça determinou que seja realizada perícia técnica nos elevadores das Torres A, B e C, sob o argumento de que o condomínio notificou extrajudicialmente a empresa responsável sem obter solução adequada. Um dos elevadores da Torre A, instalado pela construtora e entregue em 2023, estaria inoperante desde outubro do ano anterior.
De acordo com o condomínio, os equipamentos fabricados por marca renomada e instalados pela contratada continuam sob responsabilidade da construtora, que teria alegado tratar-se de manutenção, e não de vício construtivo. Diante da inoperância e do risco, a magistrada destacou a urgência de averiguar a origem dos defeitos.
Especialistas em direito imobiliário lembram que a entrega de empreendimentos com elevadores com falhas configura falha grave de responsabilidade técnica — seja do fabricante, da instaladora ou do construtor — e pode dar ensejo à reparação por danos morais e materiais, além da obrigação de fazer reparos.
Para síndicos e administradoras condominiais, o episódio reforça a necessidade de acompanhar laudos técnicos, exigir garantias contratuais e manter plano de manutenção preventiva documentado. A ausência de atuação pode comprometer a segurança e gerar responsabilidade civil do condomínio ou da construtora.
O caso, que ganhou visibilidade em Cuiabá, serve como alerta para empreendimentos entregues com aparente “lacuna” entre projeto técnico e funcionamento real, especialmente em edifícios com grandes elevadores ou alto tráfego de moradores. A gestão consciente envolve não só a identificação do problema, mas a mobilização para correção antes que o risco se concretize.


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