Educação e respeito fortalecem a convivência em condomínios, diz administrador
Especialista ressalta que harmonia condominial depende do cumprimento de normas internas, conhecimento prévio de regras e atitudes responsáveis dos moradores
Imagem ilustrativa Morar em condomínio exige mais do que simplesmente compartilhar um espaço físico: requer educação, respeito e profundo entendimento sobre direitos e deveres dos moradores.
Essa é a avaliação de Ricardo Diedrich, sócio-administrador da Resolve Condomínios, que em entrevista esclareceu os principais desafios enfrentados nas relações cotidianas dentro de prédios e conjuntos residenciais. Segundo Diedrich, a harmonia condominial começa com o cumprimento das normas definidas coletivamente e com a percepção clara, por parte dos moradores, de que a convivência depende de ações conscientes.
“A gente está envolvido e tem que entender para que a convivência seja harmoniosa. É isso que todos querem”, afirmou o administrador ao reforçar a importância do regulamento interno como guia para as relações no ambiente condominial, desde situações triviais às mais sensíveis.
Entre os temas recorrentes, a presença de animais de estimação figura como exemplo de como as normas precisam ser claras: embora não seja permitido proibir pets, cada condomínio tem autonomia para definir as regras que regem sua circulação nas áreas comuns, seja “no colo, na guia ou solto”, conforme decisão dos moradores em assembleia.
Outro ponto destacado foi a necessidade de que o futuro morador conheça as regras antes de escolher onde viver. Questões como horários de silêncio, uso de elevadores e tamanho das vagas de garagem são, muitas vezes, fontes de atrito que poderiam ser evitadas com uma análise prévia das normas internas.
Diedrich também abordou o papel do síndico, defendendo uma atuação mais acolhedora e próxima dos condôminos, o que contribui significativamente para a redução de conflitos. A falta de educação e respeito, na visão do especialista, impacta diretamente na disposição de moradores em assumir cargos de liderança dentro da comunidade.
O descarte correto do lixo foi apontado como um dos desafios contemporâneos mais comuns. “Por que cada um não faz a sua parte e leva até a lixeira?”, questionou Diedrich, lembrando que atitudes simples e responsáveis são essenciais para manter higiene, evitar conflitos internos e evitar sobrecarga dos funcionários.
Especialistas e entidades ligadas ao direito condominial também corroboram essa visão de que a convivência em condomínios é um exercício diário de tolerância, autocontenção e respeito às normas que regem o ambiente coletivo. A legislação civil e os documentos internos (como convenção e regimento interno) oferecem o arcabouço necessário para orientar e harmonizar as relações entre moradores, síndicos e administradores.
Em essência, educação e respeito não são apenas conceitos — são práticas fundamentais para que a vida em condomínio seja pacífica, organizada e sustentável no longo prazo.

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