Crise na coleta de lixo acende alerta para gestão estratégica e higiene em condomínios
Especialista destaca a necessidade de planejamento interno e práticas de higiene para evitar acúmulo de resíduos e riscos sanitários durante interrupções na coleta pública
Imagem ilustrativa A recente crise na coleta de lixo em Ribeirão Preto (SP) tem evidenciado a importância de gestão estratégica e higiene eficiente em condomínios residenciais, sobretudo diante de interrupções no serviço público que resultam no acúmulo de resíduos nas calçadas e áreas de circulação próximas aos edifícios. Especialistas em gestão condominial alertam para os riscos sanitários, impactos ambientais e possíveis penalidades decorrentes da falta de preparo por parte das administrações prediais.
Segundo o advogado e colunista Márcio Spimpolo, responsável pelo artigo publicado na coluna Condomínio Legal, a responsabilidade pela limpeza das calçadas em frente aos prédios é atribuída ao próprio condomínio, e a ausência de ação pode acarretar multas pela fiscalização municipal caso resíduos se espalhem pela via pública. Diante de períodos de interrupção ou atraso da coleta, a recomendação é que os condomínios adotem práticas de armazenamento interno adequado dos resíduos gerados.
A principal orientação é que os condomínios contem com áreas de armazenamento interno com capacidade para pelo menos três dias de produção de lixo, utilizando contêineres plásticos com tampa para minimizar a exposição à chuva, evitar odores e a atração de pragas urbanas como insetos e roedores. Além disso, a aplicação de cal virgem no fundo dos recipientes pode ajudar a secar resíduos orgânicos e reduzir cheiros indesejáveis.
Outro ponto destacado é a importância da coleta seletiva, que pode reduzir em até 60% o volume destinado à lixeira principal, facilitando o manejo e o armazenamento durante crises na coleta pública. A separação rigorosa de materiais recicláveis não apenas contribui para a sustentabilidade, mas também diminui a pressão sobre os recipientes de resíduos comuns, reforçando o papel de condomínios na gestão ambientalmente responsável dos resíduos.
A colaboração entre moradores e gestão condominial é enfatizada como fundamental para evitar que o lixo seja colocado nas calçadas sem o devido acompanhamento, o que pode resultar em sujeira desordenada e risco de obstrução de bocas de lobo durante chuvas, potencializando alagamentos e problemas urbanos mais amplos. É recomendado que os condôminos compactem embalagens, mantenham o lixo seco dentro das unidades até a normalização da coleta e sigam as orientações internas para descarte consciente.
O papel do síndico e da zeladoria torna-se ainda mais estratégico em momentos de crise: comunicar de forma clara e contínua os procedimentos de descarte, evitar que sacos sejam deixados na calçada sem perspectiva de recolhimento e reforçar a educação ambiental dentro do condomínio contribuem para a convivência harmoniosa e a mitigação de riscos sanitários e legais.
Em síntese, a crise da coleta de lixo evidencia que gestão preventiva, higiene adequada e engajamento comunitário são pilares fundamentais para a administração condominial moderna, reduzindo transtornos, preservando a saúde pública e promovendo um ambiente mais seguro e organizado para todos os moradores.

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