Predião em Porto Alegre fica sem luz por dias e moradores relatam prejuízos e sofrimento

Residência no bairro Moinhos de Vento está sem energia desde quarta-feira após transformador queimar, gerando impacto na rotina e indignação dos residentes

Correio do Povo
Predião em Porto Alegre fica sem luz por dias e moradores relatam prejuízos e sofrimento Imagem Reprodução

Moradores de um edifício localizado na rua General Neto, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), enfrentam uma situação crítica decorrente da ausência de energia elétrica por mais de dois dias. A interrupção no fornecimento começou por volta das 13h30 da última quarta-feira, após a queima de um transformador instalado na rua, e até o momento não foi solucionada.

Segundo relatos dos próprios residentes, o problema não se limita ao imóvel principal: outros dois prédios próximos, até a esquina com a rua Ramiro Barcelos, também permanecem sem luz, ampliando os transtornos na região.

Diversos protocolos foram registrados junto à CEEE Equatorial, incluindo na ouvidoria da concessionária, mas, conforme moradores, as equipes técnicas estiveram no local pelo menos cinco vezes sem alcançar a solução definitiva.

A síndica do prédio, Juliana Trage, 50 anos, manifestou profunda indignação com a demora no restabelecimento do serviço.

“Nós comunicamos a CEEE sobre a falta de luz. Foram abertos vários protocolos e ninguém fez nada. Já liguei para a ouvidoria… Isso é uma vergonha”, criticou a gestora, destacando a frustração diante da falta de respostas efetivas.

O impacto da falta de eletricidade na rotina dos moradores tem se mostrado severo. Alimentos congelados tiveram de ser descartados, e casos de vulnerabilidade — como pessoas com diabetes, autismo, idosos e recém-nascidos — tornaram a permanência no prédio insustentável, forçando mudanças temporárias para casas de familiares.

Entre os afetados está Fabiano Barison, 39 anos, que enfrenta dificuldade de locomoção durante sua reabilitação. Ele relatou que a ausência de luz comprometeu o carregamento de seu celular e inviabilizou a continuidade de sua fisioterapia. Sua mãe, Marilu Barison, 84 anos, ressaltou que, em mais de cinco décadas vivendo no mesmo endereço, nunca testemunhou uma pane tão prolongada na energia.

Procurada pela reportagem, a CEEE Equatorial ainda não havia se pronunciado até o momento da publicação sobre os motivos da demora no restabelecimento ou um prazo para a normalização definitiva do serviço.

O caso expõe fragilidades no atendimento a emergências energéticas e realça a necessidade de respostas mais eficazes por parte dos responsáveis pelo fornecimento, especialmente quando as condições impactam diretamente a qualidade de vida e a segurança dos moradores de prédios residenciais.




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