Roberto Fagundes alerta que supervisão de crianças em áreas comuns é dever dos pais

Orientação reforça responsabilidade familiar e destaca importância de sinalização preventiva para segurança e proteção jurídica dos condomínios

Redação | Condomínio Interativo
Roberto Fagundes alerta que supervisão de crianças em áreas comuns é dever dos pais Imagem ilustrativa

A presença de crianças desacompanhadas nas áreas comuns dos condomínios tem gerado preocupação entre gestores e moradores, especialmente diante dos riscos de acidentes e da responsabilização jurídica em eventuais ocorrências. O tema foi abordado em entrevista concedida à Rádio Jornal pelo especialista em gestão condominial Roberto Fagundes, diretor executivo da Techmetria e do portal Condomínio Interativo.

Durante a entrevista, o especialista fez um alerta direto sobre a responsabilidade pela supervisão de menores nas áreas coletivas.

“Síndico não é babá. Porteiro, muito menos.”

A afirmação reforça o entendimento jurídico e administrativo de que a guarda e a vigilância das crianças em locais como piscina, academia e quadras esportivas são deveres exclusivos dos pais ou responsáveis legais.

Segundo Fagundes, ainda é comum que moradores interpretem que a administração condominial ou a equipe de portaria devam acompanhar menores durante o uso desses espaços. No entanto, essa prática pode gerar riscos operacionais e jurídicos ao condomínio, especialmente em casos de acidentes ou situações que envolvam negligência na supervisão.

O especialista também destacou que a adoção de medidas preventivas é fundamental para reduzir ocorrências e orientar moradores sobre o uso adequado das áreas comuns. Entre as recomendações, está a instalação de sinalizações claras e objetivas, informando regras de utilização, limites de idade e alertas sobre a necessidade de acompanhamento de responsáveis.

Placas informativas em ambientes como piscinas, academias e quadras esportivas, por exemplo, contribuem não apenas para a organização do uso dos espaços, mas também funcionam como instrumentos de conscientização coletiva e proteção jurídica do condomínio em eventuais questionamentos legais.

Além disso, a comunicação preventiva, aliada ao cumprimento do regimento interno e da convenção condominial, fortalece a cultura de segurança e convivência harmoniosa entre os moradores. Para especialistas, o alinhamento entre gestão, síndicos e condôminos é essencial para garantir que o ambiente condominial seja seguro, organizado e juridicamente protegido.

O debate sobre o tema ganha relevância diante do aumento do uso das áreas comuns por crianças e adolescentes, reforçando a necessidade de conscientização dos responsáveis e da aplicação correta das normas internas como forma de prevenir acidentes e conflitos no cotidiano dos condomínios.







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