Semae cobra dívida de R$ 5 milhões de condomínio dominado por facção em São Leopoldo
Autarquia tenta recuperar débito bilionário de consumo de água e esgoto acumulado por condomínio que esteve sob controle criminoso
Foto: Reprodução O Serviço Municipal de Água e Esgotos de São Leopoldo (SEMAE) inicia a cobrança de uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 5 milhões ligada a um condomínio residencial na cidade de São Leopoldo (RS), em um caso que chamou a atenção das autoridades e moradores pela magnitude dos valores em aberto e pelas circunstâncias em que se formou o débito.
Segundo relatos, o conjunto habitacional em questão, situado no bairro Santos Dumont, esteve sob domínio de uma facção criminosa, o que teria afetado não apenas a segurança, mas também a administração financeira do condomínio. Durante esse período, as contas de água e esgoto emitidas pelo SEMA E não teriam sido quitadas, resultando no montante significativo em atraso.
O caso ganhou repercussão após uma assembleia realizada com reforço de segurança, investigada judicialmente e acompanhada de perto pela comunidade local, que vinha sofrendo com a presença e influência de criminosos no empreendimento. A dívida acumulada chegou a níveis que superam em muito os débitos usuais de consumidores residenciais, gerando questionamentos sobre responsabilidade da gestão condominial e mecanismos de fiscalização interna diante de situações excepcionais envolvendo crime organizado.
Especialistas em direito condominial observam que a inadimplência de tal magnitude pode comprometer serviços essenciais prestados pela autarquia, afetando outros usuários e a sustentabilidade financeira do sistema de saneamento local. A cobrança pela SEMA E busca não só ressarcir os prejuízos, mas também estabelecer precedentes sobre a responsabilização de unidades coletivas em cenários atípicos.
O episódio reforça a importância de governança condominial transparente, com controles internos rigorosos e cooperação entre moradores, administradores e órgãos públicos para evitar que situações de inadimplência e má gestão financeira se agravem ao ponto de comprometer serviços públicos essenciais. A expectativa agora é que as negociações entre a autarquia e o condomínio avancem nos próximos meses, com possíveis acordos para regularização dos débitos e recuperação das finanças do empreendimento.

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