Síndicos evitam grupos abertos de WhatsApp e Roberto Fagundes explica os riscos

Em entrevista à Rádio Jornal, Roberto Fagundes analisa desgaste da gestão em debates digitais e orienta modelos mais seguros de comunicação condominial

Redação | Condomínio Interativo
Síndicos evitam grupos abertos de WhatsApp e Roberto Fagundes explica os riscos Imagem Ilustrativa

A participação de síndicos em grupos abertos de WhatsApp tem se tornado cada vez menos frequente em condomínios residenciais. O movimento, segundo especialistas, não ocorre por distanciamento da gestão, mas por estratégia e prevenção de riscos.

Em entrevista concedida à Rádio Jornal, o especialista em gestão condominial Roberto Fagundes analisou a mudança de comportamento e explicou que a exposição constante a debates acalorados, conflitos interpessoais e discussões públicas pode comprometer a condução técnica da administração.

De acordo com ele, grupos abertos — onde qualquer morador pode publicar mensagens a qualquer momento — frequentemente se transformam em ambientes de tensão, nos quais críticas, cobranças e insinuações ganham repercussão imediata e, muitas vezes, desproporcional. Esse cenário, além de desgastar emocionalmente o gestor, pode interferir na tomada de decisões estratégicas.

“Segundo ele, a exposição constante a debates acalorados, conflitos interpessoais e discussões públicas acaba desgastando a gestão e, em muitos casos, prejudicando a tomada de decisões técnicas”, destacou durante a entrevista.

Como alternativa, Roberto Fagundes sugere a adoção de modelos mais organizados de comunicação, como listas de transmissão no WhatsApp ou grupos fechados exclusivamente para envio de comunicados oficiais. A proposta é garantir transparência e fluxo de informações aos condôminos e inquilinos sem abrir espaço para conflitos públicos em tempo real.

Outro ponto sensível envolve comentários com insinuações ou acusações direcionadas ao síndico dentro desses grupos. Nesses casos, o especialista orienta que o gestor evite confrontos diretos. A recomendação é buscar apoio jurídico, formalizar notificação à pessoa responsável e avaliar eventual medida judicial, quando necessário.

A orientação reforça que o ambiente digital também está sujeito às regras da responsabilidade civil. Ofensas, acusações sem provas ou ataques à honra podem gerar consequências legais, inclusive indenizações.

Para o especialista, o WhatsApp deve ser utilizado com maturidade, respeito e dentro dos limites legais. A comunicação condominial precisa ser eficiente, mas também estruturada, evitando excessos que comprometam a governança e a harmonia interna.

O debate evidencia uma transformação na forma como a gestão condominial lida com ferramentas digitais. Mais do que presença constante em grupos abertos, a tendência aponta para comunicação estratégica, organizada e juridicamente segura.








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