Síndica de condomínio em Araçatuba detalha medidas após denúncia de abuso
Gestora do Parque Arizona afirma ter agido com rigor jurídico e colaborado com autoridades após denúncias de supostos abusos envolvendo menores nas dependências do residencial
Imagem Reprodução A síndica Elaine Roberta da Silva Mangueira, gestora do Condomínio Parque Arizona, em Araçatuba (SP), encaminhou um ofício detalhando as providências adotadas pela administração após a repercussão de denúncias de supostos abusos sexuais ocorridos nas dependências do residencial.
No documento oficial, datado de 14 de fevereiro de 2026, a síndica afirmou que não houve omissão ou negligência por parte da administração condominial. Segundo ela, todas as medidas foram tomadas sob orientação jurídica e em conformidade com a legislação vigente.
De acordo com o comunicado, assim que tomou conhecimento da situação, a dirigente compareceu pessoalmente à delegacia para formalizar a denúncia, relatou os fatos às autoridades competentes e registrou boletim de ocorrência, colocando o condomínio à disposição para colaborar com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O ofício menciona expressamente o artigo 1.348 do Código Civil, que estabelece o dever do síndico de zelar pela conservação e guarda das áreas comuns e de fazer cumprir a convenção e o regimento interno, além de citar dispositivos do Código de Processo Penal e do Código Civil relacionados à responsabilidade diante de atos ilícitos.
O caso veio à tona após duas mães procurarem a Delegacia de Defesa da Mulher de Araçatuba, na terça-feira (10), para registrar denúncias sobre supostos abusos envolvendo suas filhas, ambas com 11 anos de idade. Os fatos teriam ocorrido há cerca de três meses dentro do condomínio, e um jovem morador foi apontado como possível autor. Por envolver menores de idade, o inquérito tramita sob sigilo, e o endereço do residencial não foi divulgado oficialmente, com a intenção de preservar as vítimas e não prejudicar a investigação em curso.
Segundo a síndica, a apuração dos fatos cabe exclusivamente à autoridade policial e ao Poder Judiciário, que devem ouvir as partes envolvidas nos próximos dias. Internamente, a administração informou que poderá adotar medidas administrativas previstas na convenção condominial, caso haja necessidade.
Além disso, diante da repercussão do caso em grupos de mensagens e redes sociais, a gestão registrou boletim de ocorrência para apurar a prática de eventuais crimes contra a honra — como calúnia, difamação e injúria — bem como a possível responsabilidade civil por danos morais, caso sejam constatadas informações falsas ou ofensivas.
No comunicado, Elaine reforça que a administração não compactua com qualquer conduta que viole a dignidade ou a integridade física ou moral dos moradores e ressalta que o condomínio “não será espaço para omissão diante de fatos graves, tampouco para ataques pessoais infundados”.
A Polícia Civil segue responsável pela investigação dos fatos, que deverão ser esclarecidos no decorrer das diligências oficiais.

COMENTÁRIOS