Vídeo aponta que corretora acusou síndico de perseguição antes de desaparecer em Caldas Novas

Imagens gravadas por Daiane revelam que ela se sentia insegura no condomínio e relato virou foco de investigação da Polícia Civil no caso do desaparecimento da corretora

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Vídeo aponta que corretora acusou síndico de perseguição antes de desaparecer em Caldas Novas Foto: Reprodução

Um vídeo gravado pela corretora de imóveis Daiane, de 43 anos, antes de seu desaparecimento em Caldas Novas (GO) passou a ser um dos principais elementos da investigação conduzida pela Polícia Civil. Nas imagens, a mulher relata que se sentia perseguida pelo síndico do condomínio onde sua família possui imóveis, pouco antes de desaparecer em circunstâncias ainda não esclarecidas.

A gravação, obtida pelas autoridades, foi entregue como parte da apuração sobre o desaparecimento de Daiane, ocorrido há 36 dias, e serve como um dos eixos centrais para entender a dinâmica entre a corretora e a administração do edifício. Nas imagens, a corretora afirma sentir insegurança em relação ao administrador do prédio, cuja identidade vem sendo analisada e confrontada com outros depoimentos.

O caso ganhou destaque também por conta de imagens capturadas pelo circuito interno do condomínio, que mostram Daiane utilizando o elevador no dia em que teria ido verificar uma interrupção no fornecimento de energia elétrica em dois apartamentos da família, um dia antes do seu desaparecimento. Testemunhas e inquilinos confirmaram que a falha técnica teria atraído a corretora ao local naquele dia.

Além da gravação, a Polícia Civil analisa o material do circuito de segurança entregue pelo condomínio sob a suspeita de que partes dessas imagens possam ter sido editadas ou manipuladas para ocultar informações relevantes da investigação. Funcionários do prédio, vizinhos e o síndico mencionados por Daiane no vídeo já prestaram depoimento, negando saber o paradeiro da corretora.

Como parte das diligências, peritos realizaram exames detalhados nos apartamentos de Daiane, coletando amostras de material genético no interior das unidades para apurar a presença de outras pessoas no local no período crítico do desaparecimento — um procedimento que pode revelar indícios de atividades não registradas em câmeras ou em relatos.

Embora a gravação com a acusação ganhe importância na linha de investigação, até o momento não há suspeitos formalizados ou conclusão definitiva sobre responsabilidades. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer os fatos e identificar possíveis falhas no circuito de vigilância e nas circunstâncias que envolveram os últimos momentos em que Daiane foi vista com vida.

O episódio chama atenção não apenas pela gravidade do desaparecimento, mas também pelas implicações que denúncias internas e conflitos entre moradores e administração podem ter em casos complexos dentro de condomínios, levantando questionamentos sobre segurança, relações interpessoais e gestão condominial.

O Portal Condomínio Interativo segue acompanhando o caso e trará atualizações assim que novas informações oficiais forem divulgadas.




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