Defesa civil interdita área de condomínio em Guarus por rachaduras na estrutura

Rachaduras em anexo estrutural próximo a transformadores de energia motivam interdição preventiva em edifício de 15 andares

Manchete RJ
Defesa civil interdita área de condomínio em Guarus por rachaduras na estrutura Foto: Reprodução

A Defesa Civil de Campos dos Goytacazes (RJ) interditou parte do Edifício Doutor Barcelos Martins, localizado no bairro Jardim Carioca, após a constatação de rachaduras em um anexo estrutural que abriga transformadores de energia. A medida preventiva visa garantir a segurança dos moradores, diante do risco potencial relacionado às fissuras encontradas.

Durante vistoria técnica, foram identificadas rachaduras de diferentes níveis de gravidade no espaço isolado, construído ao lado do edifício principal, que não possui amarração estrutural adequada. A área interditada apresenta riscos como curto-circuito e choque elétrico, o que motivou a notificação formal da concessionária Enel e da administração do condomínio para que providências sejam tomadas.

Segundo o síndico, embora a estrutura principal do prédio de 15 andares não tenha sido comprometida até o momento, as rachaduras no anexo próximo aos equipamentos de alta tensão geram preocupação. O condomínio já havia ajuizado ação judicial em 2024 para que a concessionária realize intervenções necessárias na área onde estão os transformadores, considerando a responsabilidade técnica da empresa.

A interdição destaca a importância da realização de inspeções estruturais periódicas em edificações, sobretudo em áreas com instalações elétricas sensíveis, para garantir a integridade física dos moradores e a preservação do patrimônio.

Especialistas em direito condominial e engenharia apontam que anexos construídos sem projeto técnico e conformidade adequada podem representar graves riscos. A atuação preventiva de órgãos públicos, como a Defesa Civil, é essencial para assegurar a segurança coletiva e evitar acidentes.

Este caso serve de alerta para síndicos, administradores e engenheiros quanto à necessidade de acompanhamento rigoroso de obras complementares, cumprimento de normas técnicas e adoção de medidas judiciais ou administrativas contra responsáveis para sanar irregularidades antes que riscos se agravem.

Para manter a segurança e evitar prejuízos, é fundamental que condomínios invistam em manutenção preventiva, dialoguem com concessionárias e contem com suporte técnico especializado para lidar com estruturas complexas e equipamentos de alta tensão.

A situação reforça a responsabilidade compartilhada entre condomínios, prestadores de serviços e órgãos públicos para a garantia do bem-estar e proteção dos moradores.




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