Moradores de condomínio em SP denunciam infiltrações e rachaduras que se agravam com base da piscina rompida
Relatos apontam falhas estruturais crescentes no empreendimento em Ferraz de Vasconcelos, enquanto administradora e construtora ainda não apresentaram solução técnica completa
Foto: Reprodução Moradores de um condomínio residencial em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, vêm denunciando problemas graves de infiltrações e rachaduras em suas unidades, que têm se agravado ao longo do tempo, gerando insegurança sobre a estabilidade da edificação e impactos diretos na convivência e na qualidade de vida.
Segundo relatos obtidos em entrevista coletiva entre moradores, algumas unidades apresentam infiltração interna que, apesar de ter sido comunicada repetidas vezes à administração e à construtora responsável, ainda não recebeu avaliação técnica definitiva ou reparo satisfatório.
“Fiz quatro solicitações, mas nenhum técnico avaliou o mofo na minha residência”, afirmou um dos moradores, evidenciando o clima de frustração entre os residentes.
Além das infiltrações, a estrutura da piscina do condomínio foi interditada após o rompimento da base, o que intensificou os temores dos moradores quanto à segurança global do empreendimento. Os danos visíveis em tão curto período de tempo têm levado os moradores a solicitar um laudo técnico completo, já que um engenheiro civil apontou indícios de movimentação de solo e outros sinais que podem comprometer a estabilidade.
Apesar das denúncias e solicitações formais feitas à administração do condomínio e à construtora responsável, as respostas têm sido consideradas insatisfatórias pelos moradores. A empresa afirmou, em nota, que a edificação está dentro do prazo de garantia legal e que, até o momento, não há risco estrutural confirmado. Essa posição, no entanto, tem gerado insegurança na comunidade condominial que aguarda, com apreensão, a atuação de órgãos públicos competentes, como a Defesa Civil e a prefeitura municipal, para uma avaliação mais aprofundada.
Especialistas em gestão condominial destacam que situações envolvendo vícios aparentes de construção e falhas estruturais exigem diligência imediata por parte da administração predial. A contratação de vistoria independente, a obtenção de laudos técnicos e a comunicação formal por escrito são medidas essenciais para resguardar os direitos dos moradores e prevenir agravamentos de riscos.
O caso também suscita debate sobre responsabilidades contratuais e legais da construtora e da administradora, especialmente quando há indícios de que problemas podem comprometer áreas comuns e privadas. A falta de respostas rápidas e eficazes pode levar a medidas judiciais, ações civis públicas ou pedidos de interdição formal por parte das autoridades competentes, com impactos financeiros e legais significativos para todas as partes envolvidas.

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