Homem empurra cadeirante de prédio no Recife e se joga em seguida; ambos morrem
Caso ocorrido em edifício na Zona Sul da capital pernambucana é investigado como homicídio seguido de suicídio pela Polícia Civil
Foto: Reprodução Uma ocorrência grave registrada em um edifício residencial no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife (PE) terminou com a morte de um cadeirante e de um homem em circunstâncias que a investigação da Polícia Civil de Pernambuco classifica como homicídio seguido de suicídio.
Segundo as primeiras apurações, por volta das 19h30 de sexta-feira (13), um homem de aproximadamente 35 anos empurrou seu pai — que era cadeirante — pela janela do quarto andar do edifício conhecido como Edifício Pindorama, localizado na Rua Phaelante da Câmara, nas proximidades do Segundo Jardim. Logo em seguida, o suspeito se jogou do mesmo apartamento, resultando na morte imediata de ambos em decorrência da queda.
Vizinhos acionaram equipes de emergência e a Polícia Militar de Pernambuco isolou a área para os trabalhos periciais conduzidos pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto de Medicina Legal (IML). As imagens registradas pelas câmeras dos edifícios próximos mostram a movimentação no local logo após o ocorrido.
Testemunhas relataram que momentos antes dos fatos o homem teria passado por um quadro de instabilidade emocional, com relatos de objetos sendo arremessados pela janela pouco antes da tragédia. Uma terceira pessoa que tentou intervir quase também caiu do prédio, mas não chegou a ser atingida.
O cadeirante morreu ainda no local, enquanto o filho foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levado ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, onde não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Homicídios do Recife, vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), conduziu o registro da ocorrência e segue investigando as circunstâncias, incluindo a motivação e o estado mental do agressor.
O episódio, além de gerar comoção entre moradores, reforça o debate sobre a importância de atenção à saúde mental, vigilância comunitária e protocolos de segurança em condomínios, assim como a necessidade de apoio em situações de crise familiar e emocional para prevenção de desfechos trágicos semelhantes.

COMENTÁRIOS