Cachorro é atropelado e jogado em caçamba de lixo dentro de condomínio em Porto Feliz
Animal morreu após ser atropelado na garagem e descartado em contêiner, enquanto síndico responsável foi detido e é investigado por maus-tratos
Foto: Reprodução Uma ocorrência chocante no município de Porto Feliz (SP) mobiliza moradores e autoridades após um cachorro ser atropelado dentro de um condomínio e, posteriormente, jogado em uma caçamba de lixo localizada na própria garagem do empreendimento, conforme apurado por reportagens divulgadas pelo Diário Cidade News.
Segundo informações preliminares colhidas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o incidente aconteceu na noite de quarta-feira (18), quando um morador — que também exerce a função de síndico — teria atropelado o animal enquanto conduzia seu veículo para fora da garagem. Testemunhas afirmam que o animal ainda estava vivo após o impacto, mas, mesmo assim, foi colocado na caçamba de lixo.
A Polícia Civil de Porto Feliz foi acionada para apurar o caso, que foi registrado no Plantão Policial da cidade como crime de maus-tratos a animais. Vídeos e depoimentos coletados durante as diligências serão analisados pelos investigadores como parte da apuração dos fatos.
O homem foi detido pela autoridade policial, ouvido e liberado em seguida — conforme os procedimentos legais — enquanto o inquérito segue em andamento para apurar responsabilidades e possíveis consequências penais e administrativas decorrentes da conduta.
Casos como esse levantam debates sobre a segurança e convivência em condomínios, especialmente no que se refere à presença de animais domésticos e à obrigação dos moradores e gestores de garantir a proteção desses animais e respeitar as normas de bem-estar animal previstas em leis federais, estaduais e municipais.
Especialistas em direito condominial e proteção animal afirmam que a condução de veículos em áreas comuns exige cautela redobrada, e que a legislação de proteção animal brasileira caracteriza maus-tratos como crime, com possibilidade de detenção e multa para os responsáveis — especialmente em situações em que o agente demonstrou conduta dolosa ou omissão frente ao sofrimento do animal.
O episódio também destaca a importância de que síndicos e moradores atuem em conformidade com normas de segurança e convivência, bem como com os princípios de respeito à vida e à integridade física de todos os seres que circulam pelas áreas comuns.

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