Vídeo divulgado mostra momento em que síndico ataca corretora antes de morte em condomínio, diz delegado
Imagens recuperadas revelam que a corretora Daiane Alves Souza foi surpreendida no subsolo do prédio por síndico, apontado pela polícia como autor premeditado do homicídio
Foto: Reprodução Imagens recuperadas de vídeo e analisadas pela Polícia Civil do Estado de Goiás revelam o momento exato em que a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, é atacada pelo síndico do condomínio em que residia, pouco antes de ser morta em dezembro de 2025. O caso, que ganhou repercussão nacional, está sendo tratado como homicídio premeditado pelas autoridades.
Segundo o delegado responsável pela investigação, as gravações obtidas mostram a corretora descendo ao subsolo do prédio em Caldas Novas (GO) — onde sua família possuía vários apartamentos — antes de ser surpreendida pelo síndico. As imagens interrompem abruptamente após sons de pancadas e gritos, reforçando a suspeita de que a vítima teria sido atacada deliberadamente naquele local.
A Polícia Civil informou que os vídeos recuperados do celular da própria vítima foram fundamentais para compreender a dinâmica do crime. O aparelho, encontrado pela investigação após estar descartado em uma caixa de esgoto do prédio, continha registros feitos por Daiane momentos antes do ataque.
Ainda de acordo com as autoridades, os indícios apontam que o síndico Cléber Rosa de Oliveira teria planejado a emboscada: desligou a energia do edifício de forma a atrair a corretora ao subsolo, onde a aguardava com luvas e outras preparações que sugerem premeditação do homicídio.
A investigação apurou que, após desferir um golpe que deixou Daiane desacordada, o suspeito teria atirado na vítima na região de mata próxima ao condomínio, onde o corpo foi posteriormente encontrado em avançado estado de decomposição. O laudo inicial aponta traumatismo cranioencefálico provocando a morte.
O síndico foi preso sob suspeita de homicídio qualificado. O filho dele também foi detido por possível obstrução de investigação. A defesa do principal suspeito afirmou que aguardará acesso aos documentos oficiais antes de se manifestar.
O caso gerou forte comoção e levantou debates sobre a segurança em condomínios, vigilância de áreas comuns e a necessidade de protocolos de proteção para moradores, além de ressaltar a importância de sistemas de gravação por câmeras e preservação de provas materiais em ocorrências criminais dentro de empreendimentos residenciais.

COMENTÁRIOS