Falso corretor é denunciado por aplicar golpe na venda de apartamentos no litoral de SP
Indivíduo usava documentação forjada e promessa de financiamento para enganar compradores e está sendo investigado por estelionato e falsificação
Foto: Reprodução Um falso corretor de imóveis foi denunciado por aplicar um golpe em vendas de apartamentos no litoral de São Paulo, em um caso que evidencia lacunas de segurança jurídica nas transações imobiliárias e riscos para compradores desatentos.
De acordo com informações apuradas pela polícia civil e divulgadas pelo G1, o homem — que não possuía registro profissional válido junto ao Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) — usava documentos falsificados e promessas de financiamento facilitado para atrair possíveis compradores interessados em unidades residenciais no litoral paulista.
Os prejuízos foram registrados por pessoas que acreditaram na oferta dos imóveis e efetuaram pagamentos ou adiantamentos financeiros com a expectativa de assinatura de contrato legítimo. Após a constatação da irregularidade, as vítimas procuraram a autoridade policial para formalizar denúncias.
A investigação apura os crimes de estelionato e falsificação de documentos, uma vez que o uso de identidades e registros falsos, combinados com ofertas de negociação vantajosas, caracteriza crime sob a legislação penal brasileira. Denúncias como essa reforçam a necessidade de rigor na verificação de credenciais na compra e venda de imóveis.
Especialistas em direito imobiliário alertam que, antes de fechar negócio, compradores devem sempre verificar se o corretor possui registro ativo no Creci, exigir a apresentação de documentação oficial do imóvel e confirmar a existência de garantias financeiras e contratuais. A ausência desses cuidados aumenta a vulnerabilidade a golpes.
Além disso, a atuação de profissionais do mercado imobiliário dentro de condomínios — seja na venda de unidades residenciais ou na intermediação de locações — exige transparência e comprovação documental, assegurando que decisões importantes relativas à propriedade sejam seguras e respaldadas pela legislação vigente.
O caso no litoral paulista ressalta que a segurança jurídica em transações condominiais e imobiliárias não depende apenas da boa fé das partes envolvidas, mas também de procedimentos preventivos e fiscalização efetiva das credenciais dos intermediadores.

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